Economia

Exportação de carne suína e frango reage

Expansão das vendas para o mercado asiático anima o setor
26 de agosto de 2019 às 10:52
Foto: Fernado Dias/Divulgação

Depois de um 2018 marcado por desafios e dificuldades para produtores brasileiros de aves e suínos, os primeiros sete meses de 2019 voltaram a apresentar forte retomada nas exportações e indicam o ritmo do ano. Números apresentados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em coletiva à imprensa, na manhã desta quarta-feira (21), revelam aumento na produção e apontam o fechamento em alta para o setor.

A expansão das exportações para a Ásia, em especial à China, é vista com entusiasmo. O país é responsável pela importação de 28,2% da carne suína brasileira e 13% de frango. "Os números são extremamente positivos. O comportamento dos mercados interno e externo acenam positivamente para os setores de avicultura e suinocultura. Temos como principal driver de todos esses eventos a Ásia", destaca o presidente da ABPA, Francisco Turra.

De acordo com Turra, a capacidade de produção animal brasileira coloca o país entre os maiores fornecedores de aves e suínos do mundo. "Hoje, somos o quarto maior produtor mundial de suínos. O Brasil tem elasticidade de ter um grande consumo interno e densidade de volume e adensamento de animais. Os produtores não estão fazendo movimentos exacerbados de expectativas e, sim, aguardando demanda externa", explicou o presidente.

A expectativa da associação, em relação à carne de frango, é fechar o ano com aumento de 1% na produção, passando de 12,8 milhões de toneladas, em 2018, para 13 milhões de toneladas, em 2019. As exportações devem alcançar 4,3 milhões de toneladas – volume de 4% a 5% superior em relação às 4,1 milhões de toneladas do último ano. Já o consumo per capita, por sua vez, retrairá 2% em relação a 2018, mas manterá o patamar de 41 quilos.

Para a carne suína, o crescimento deverá chegar entre 1% e 2,5%. As previsões, de acordo com  associação, é atingir 4,1 milhões de toneladas em produção neste ano e superar as 3,97 milhões de toneladas do ano passado. Diferentemente do que se projeta com relação à carne de frango, o consumo per capita tem perspectiva de crescimento de 1% a 2% em comparação ao ano anterior, ampliando para 16 quilos.

Em relação à produção de ovos, a perspectiva é de avanço, devendo apresentar elevação da produção em até 10% neste ano. Em 2018, 44,4 bilhões de unidades foram produzidas. Para 2019, a projeção é concluir o ano com 49 bilhões de unidades. As exportações devem alcançar 12 mil toneladas – 3% acima do desempenho do ano passado. "O Brasil está tomando um novo rumo na economia", finalizou Turra.

Ampliação de 5,8% no ano

Os primeiros sete meses do ano apresentaram ampliação de 5,8% na exportação de frangos, em relação ao ano anterior. A comercialização de 2,34 milhões de toneladas geraram receitas de 4 bilhões de dólares no período – saldo 10,8% superior ao ano anterior. Da mesma forma, a carne suína atingiu a marca de 414,4 mil toneladas exportadas, o que representa um aumento de 19,6% no volume de vendas para o mercado externo.

A exportação de ovos seguiu a linha da avicultura e da suinocultura. Durante os sete meses, foram embarcadas 5,89 mil toneladas e gerados 7,72 milhões de dólares em receita. Se, por uma lado o volume de vendas aumentou 2,5%, as receitas caíram em relação ao mesmo período do último ano. De janeiro a julho de 2018, o mercado externo injetou 9,33 milhões de dólares na economia brasileira.





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