Cidades

“Vidas importam! A Diálise não pode parar”

Falta de repasses financeiros põem em risco sustentabilidade de clínicas de hemodiálise
30 de agosto de 2019 às 08:31
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Para lutar por melhorias para o setor de hemodiálise, alertando para um problema que afeta todo o Brasil: a falta de recursos e vagas para pacientes, a Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT), realizou nesta quinta-feira (29), o “Dia D da Diálise”. Com o lema “Vidas importam! A Diálise não pode parar”. A iniciativa buscou mobilizar os governos em todas as suas esferas sobre a importância de desprender investimentos para a hemodiálise e a diálise peritoneal. Fundamental para a sobrevivência de cerca de 120 mil pacientes renais crônicos no Brasil, pouco mais de cinco mil no Rio Grande do Sul, que dependem do tratamento para manter uma vida próxima do normal, até que seja realizado o transplante de rim.

Para o presidente da Federação Nacional das Associações de Pacientes Renais e Transplantados (Fenapar), Renato Padilha, é importante que toda a sociedade e profissionais do setor se mobilizem a fim de cobrar condições mais justas para pacientes renais e colaboradores da área. “Já realizamos várias audiências públicas com deputados federais e com ministros. Todos dizem que não tem verba. Mas sabemos que isto, é uma questão de fazer a destinação. A falta de verbas públicas não é de hoje, mas é importante que seja regularizada. Se trata de um segmento essencial, assim como é toda a área da Saúde. Se nada for feito, pessoas vão morrer”, alertou.

Para garantir o tratamento de qualidade e acesso para os pacientes renais crônicos, dentre as reivindicações da ABDCT, está o reajuste na remuneração do valor da sessão de hemodiálise e diálise peritoneal às mais de 700 clínicas de diálise que prestam serviços para o Sistema Único de Saúde no Brasil. “Há anos o valor pago pelo Ministério da Saúde está abaixo do custo real e não acompanha a cotação do mercado, gerando constante ameaça das clínicas encerrarem suas atividades pela falta de recursos para compra de insumos. Só no Rio Grande do Sul, recentemente dois Centros de Diálise foram fechados, em Gramado e Porto Alegre. Mas isso vem acontecendo em todo o país. Se nada for feito, logo os Centros que ainda prestam serviços, não darão conta da demanda”, frisou.

Investimentos

A Associação dos Renais Crônicos de Caxias do Sul (Rimviver), em parceria com a ABCDT e a Fenapar , também manifestou apoio às clínicas de hemodiálises quanto à luta por melhores condições do tratamento renal crônico. Neste dia 29, a mobilização buscou cobrar do governo a realização de investimentos para o setor nefrológico, dentro da saúde pública, o que é fundamental para a sobrevivência daqueles que necessitam desse tratamento para manter a vida. “Estamos buscando melhores condições de saúde, e também de tratamento, para os pacientes renais que estão em tratamento de diálise. Contamos com o apoio de toda a população, para que se unam e nos ajudem a lutar por essa causa. É dia de nos mobilizarmos em prol das equipes de saúde renal e, principalmente, da saúde pública do Brasil, que há mais de cinco anos está em defasagem”, destacou Evandro Neckel, presidente da Rimviver, localizada na Avenida Rio Branco, 360, Bairro São Pelegrino, telefone (54) 3214-1707.





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