Aparte

28 de junho de 2019 às 08:40

SEM PRORROGAÇÃO

 

Finalmente, na tarde de ontem, o secretário de Trânsito, Transportes e Mobilidade, Cristiano de Abreu Soares, recebeu a categoria. Ele se reuniu com cinco representantes e informou que o prazo para cadastramento não será prorrogado. Ele ouviu as reivindicações e disse que a Secretaria não pode descumprir a lei. Entretanto, que a pasta pode autorizar mudanças mais simples, desde que em acordo com a legislação. Entretanto, que as adequações solicitadas pelos motoristas não se enquadram nesta condição.

Até ontem, segundo o órgão, 132 motoristas haviam se cadastrado.

 

CURSOS DE FORMAÇÃO

 

Na tarde desta quinta-feira, representantes da categoria voltaram a se reunir com o promotor Adrio Gelatti. Assim como na segunda-feira (24), o encontro de ontem foi intermediado pelo vereador Rafael Bueno/PDT. O promotor informou que, ainda hoje (28) estaria encaminhando ao Executivo um expediente indicando que o cadastramento dos motoristas seja feito sem o comprovante do curso de formação. Porém, estipulando um prazo curto para a que eles o façam.

 

Em busca de resposta

 

Assim passaram os motoristas de aplicativos de Caxias do Sul esta semana. Depois de não terem sido recebidos no Executivo, recorreram ao promotor Adrio Gelatti e ao Legislativo. Entretanto, ontem, os ânimos chegaram a se alterar em plenário. Cerca de 200 motoristas dos aplicativos Uber e 99 cobraram dos vereadores de situação a resposta que não tiveram do governo. O líder, Elisandro Fiuza/Republicanos, tentou contornar a insatisfação, mas não deu outra: os motoristas não se deram por satisfeitos de se acharem enrolados há dias e foram até a Prefeitura, onde a porta do gabinete do prefeito estava trancada.

 

BAFO NA NUCA

 

A prorrogação de 120 dias de prazo para readequar a lei do transporte por aplicativos foi defendida, na tribuna da Câmara, ontem, pelo presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano, Transporte e Habitação (CDUTH), Eloi Frizzo/PSB. Ele ponderou sobre a estratégia de reivindicação da categoria. “Aprendi na minha vida que as coisas só mudam muito pouco na linha da fala do advogado de vocês aqui. Às vezes, os políticos só entendem um linguajar que é pressão, que é o bafo na nuca”, ressaltou.