Aparte

26 de junho de 2019 às 08:40
Foto: Gabriela Bento Alves, Divulgação

Direção paralela

 

O vereador Adiló Didomenico/PTB revelou, na tribuna da Câmara, ontem, que a Codeca pode mudar de comando, em breve. Isso porque, segundo ele, há informações de que a diretora-presidente, Amarilda Bortolotto, está para ser exonerada do cargo. “Se forem procedentes as informações que estão chegando aí, é mais um passo para desarticular a Codeca. Informações não-oficiais dizem que há um novo presidente já fazendo reunião, se apresentando em alguns espaços e a atual, Amarilda, no seu gabinete despachando. Se nota uma falta de cortesia e de respeito com os servidores da Codeca. Eles é que sofrem mais essa instabilidade da empresa. Quem é a presidente? A que está no cargo ou o que está fazendo reunião paralela por aí já? Isso é muito grave, inclusive, juridicamente. Quem pode admitir e demitir presidente na Codeca é o Conselho de Administração. Nenhum monarca pode fazer isso”, alertou.

 

FALHOU A CONTINGÊNCIA

 

Esta é a avaliação do vereador Alberto Meneguzzi/PSB com relação à estratégia do Executivo para dar conta da demanda do pronto atendimento, sem a previsão de abrir a nova UPA Central – antigo Postão 24h. Em vistoria realizada na noite deste domingo (23), disse que constatou pacientes que aguardavam por consultas desde 12h. Conforme o socialista, a superlotação revela que o plano de contingenciamento não alcança os objetivos. “Esse planejamento anunciado pelo prefeito Guerra não funciona nos finais de semana, justamente, quando a procura por atendimento aumenta. Há denúncias de falta de reposição de servidores para atendimento. Com esse plano de contingenciamento tímido, a população continuará sofrendo”, adiantou.

 

ÂNIMOS ALTERADOS

 

O clima esquentou no pronunciamento do vereador Renato Nunes/PR, ontem, na tribuna da Câmara. Depois de chamar Rafael Bueno de “vereador-camaleão”, ele concluiu que houve problemas na regulamentação da lei do transporte por aplicativos. Nunes também aproveitou a oportunidade para alfinetar os motoristas. “Houve falhas de todas as partes, inclusive dos senhores e das senhoras que estão aqui, que não se organizaram de uma forma como deveriam e que, agora, estou ouvindo que estão se organizando realmente. Houve uma falha nossa aqui, talvez do Executivo, e de todos os vereadores, porque todos votaram, por unanimidade. Não estou aqui preocupado com aplausos. Podem me vaiar o quanto quiserem, mas que estou falando a verdade os senhores sabem que estou falando”, ironizou.

 

NÃO AO MACHISMO!

 

O plenário do Legislativo de Caxias aprovou, por unanimidade, na sessão desta terça-feira (25), a lei que cria a política contra o machismo nas escolas municipais. O substitutivo ao projeto de lei é de autoria da vereadora Denise Pessôa/PT. A intenção é conscientizar contra a prática discriminatória às mulheres na rede pública municipal de ensino. Entre as ações propostas, estão capacitação pedagógica, promoção de campanhas educativas, identificação e debate sobre o tema.

 

VETO DERRUBADO

 

O plenário da Câmara de Caxias do Sul derrubou, na sessão de ontem, por 15 a 6, o veto total do prefeito Daniel Guerra ao projeto de lei do vereador Paulo Périco/MDB, que visa dar publicidade às análises em fontes públicas de água do Município. A matéria retornará ao Executivo para promulgação, em até 48 horas. Caso contrário, o ato caberá ao presidente da Câmara, Flavio Cassina/PTB, em igual prazo. O Executivo alegou vício de origem, porque cria atribuições e despesas ao Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto. Ou seja, na ótica de Guerra, deliberar sobre o assunto seria competência exclusiva do Poder Executivo.