Aparte

25 de junho de 2019 às 08:40
Foto: Foto: Daniel Correa, Divulgação/ BD

A pranchaço de facão

 

A declaração do presidente da UAB, Valdir Walter, de que o prefeito Daniel Guerra terá dificuldades em fazer campanha à reeleição em muitos bairros de Caxias, se sustenta em, pelo menos, um deles. Por volta desta mesma época, no ano passado, ocorreu episódio envolvendo o Executivo e um dos líderes comunitários mais conhecidos da Zona Norte: o presidente da Amob Cânyon, Marciano Correa da Silva. O desentendimento entre o comunitarista e o Executivo ocorreu depois do vazamento, nas redes sociais, de uma conversa em aplicativo de mensagens, em que o então-líder de governo na Câmara, hoje chefe de Gabinete do prefeito, vereador Chico Guerra/Republicanos, disse ao ex-coordenador de Relações Comunitárias, Rafael Bado, que Marciano era o número 1 da lista negra da Administração e que o bairro deveria ser retaliado. Isso porque o presidente estaria fazendo ferrenha oposição ao atual governo. O fato foi parar no plenário da Câmara de Vereadores, onde Marciano disse que se Daniel Guerra e os assessores dele fossem ao Bairro Cânyon seriam recebidos a pranchaço de facão. O caso também foi levado ao Ministério Público (foto) à Polícia Civil.

 

PROCESSO ÉTICO SERÁ REABERTO

 

Os fatos que envolveram a conversa de Chico Guerra com Rafael Bado levaram o vereador a ser processado por quebra de decoro parlamentar na Comissão de Ética do Legislativo. Na época, o relator foi o vereador Edi Carlos Pereira de Souza/PSB. No relatório, ele sugeriu o arquivamento da denúncia, tendo em vista falta de provas que caracterizasse o desvio de conduta alegado na denúncia, feita por Rafael Bueno/PDT. Ele alegou discriminação ao líder comunitário e aos moradores do bairro. Entretanto, o andamento do processo contra Chico na Subcomissão de Ética não ficou muito claro para o novo presidente do colegiado, Rodrigo Beltrão/PT. Ele vai pedir a reinstauração do processo. Segundo ele, não foram realizadas nem sequer oitivas de testemunhas durante a investigação da denúncia. A intenção agora é realizar um processo transparente, cujo relatório final seja mais bem fundamentado. Além de Beltrão e Edi Carlos, também fazem parte da comissão os vereadores Velocino Uez/PDT, Elisandro Fiuza/Republicanos e Renato Nunes/PR, os dois últimos integrantes da base governista.

 

NOVA VIAGEM DOS IRMÃOS GUERRA

 

Perguntado por este colunista sobre o motivo de o prefeito Daniel Guerra ter levado ele junto nas recentes viagens à Fortaleza (para um congresso sobre direito à saúde) e à Brasília (para o julgamento adiado do Caso Magnabosco e participar da Expotchê), na saída da convocatória do Legislativo, há exatamente uma semana (dia 18), o chefe de Gabinete, Chico Guerra, respondeu: “O prefeito determinou que toda a vez que ele for viajar vai um integrante do gabinete com ele”. Amparado nesta determinação, Chico e Daniel partiram, juntos, para São Paulo/SP, ontem (24), a fim de participar da ISC Brasil 2019 - 14ª Feira e Conferência Internacional de Segurança. O evento começa hoje (25) e vai até quinta-feira (27). Com eles, também foi o secretário de Segurança Pública e Proteção Social, Ederson de Albuquerque Cunha. A intenção é se apropriar de novas tecnologias para utilizar em Caxias. O custo da viagem dos três para a capital paulista é de R$ 8.440,53, com diárias e passagens.

 

AS CONTAS DA SAÚDE

 

O relatório financeiro referente aos primeiros quatro meses da Secretaria Municipal de Saúde será apresentado, hoje, às 14h, à Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Legislativo. A reunião ocorre na Sala das Comissões Geni Peteffi, sob a coordenação do presidente do grupo, vereador Renato Oliveira/PCdoB. O colegiado ainda conta com Felipe Gremelmaier/MDB, Paula Ioris/PSDB, Rafael Bueno/PDT e Tatiane Frizzo/SD.