Aparte

24 de junho de 2019 às 08:40

MAIS UM MILITAR NO GOVERNO

 

O presidente Jair Bolsonaro/PSL anunciou, nesta sexta-feira (21), o nome do novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. Ele é o advogado e major da Polícia Militar do Distrito Federal, Jorge Antonio de Oliveira Francisco. Ele era o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil. Ele vai substituir o general Floriano Peixoto Vieira Neto, que assumirá a presidência dos Correios, em substituição a Juarez Cunha.

Bolsonaro elogiou o escolhido: “É uma pessoa que me acompanha há dez anos. É uma pessoa afeita à burocracia”.

 

PRIVATIZAÇÃO

 

Segundo Bolsonaro, esta não será a primeira missão de Floriano Peixoto na presidência dos Correios. Ele não negou a intenção. Porém, a ideia é de que o novo gestor trabalhe para que a empresa pública seja “motivo de orgulho para todos nós”. Uma das metas do noivo presidente será avaliar o fundo de pensão Postalis.

 

BUROCRACIA

 

A falta de celeridade do poder público municipal em processos administrativos, licenças e alvarás será tema de uma audiência pública, no Legislativo, nesta segunda-feira (24), às 18h30, na Sala das Comissões Geni Peteffi. A realização é da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação (CCJL), presidida pelo vereador Adiló Didomenico/PTB. A finalidade é buscar alternativas para reverter o problema. “Todas as regras precisam ser cumpridas. Mesmo assim, para o desenvolvimento econômico e social da cidade, existe a necessidade de tornar mais ágeis a tramitação e a emissão de protocolos”, afirma.

 

VOCÊ BEBE AGROTÓXICOS?

 

Esta é a pergunta que a Comissão de Saúde e Meio Ambiente (CSMA) da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul irá lançar aos participantes da audiência pública, marcada para a próxima terça-feira (25), às 18h, no plenário. A reunião será coordenada pelo presidente do grupo de trabalho, vereador Renato Oliveira/PCdoB. Ela foi solicitada pela vereadora Gladis Frizzo/MDB. “Queremos mobilizar as pessoas a se preocuparem e a discutirem mais sobre a qualidade da água que estão consumindo”, salienta.

 

Polêmicas abalam a imagem do Executivo

 

A semana termina com fatos atípicos vindos do Executivo de Caxias do Sul. O governo, que havia terminado a semana anterior abalado com manifestações de moradores do bairro Cristo Redentor ao discurso do prefeito Daniel Guerra, deu continuidade a uma série de atitudes contestadas, não somente pela oposição, no Legislativo, mas por representantes de vários segmentos sociais. O boletim de ocorrência policial registrado pelo secretário de Saúde, Julio Freitas, contra a mãe do vereador Rafael Bueno/PDT, Vera Lúcia Rech, por exemplo, passou recibo de que a gestão está realmente preocupada com o resultado das urnas, no ano que vem.

 

AFRONTA AO INTERESSE PÚBLICO

 

Como se só isso não bastasse, na quarta-feira (19), ao final da sessão da Câmara, o prefeito protocolou veto ao projeto que homenageou o Dia Municipal de Luta Contra o Câncer com o nome da autora da matéria, a ex-vereadora Geni Peteffi. Segundo os autores da proposição, vereadores Edson da Rosa/MDB e Gustavo Toigo/PDT, com justificativas totalmente injustificáveis. O Executivo alegou afronta ao interesse público e inocuidade.

 

QUE SEMANA?

 

E para quem achava que os impasses ficariam por ali, ainda assim, o Executivo não se privou de lançar nova polêmica: disse desconhecer a lei que instituiu a Semana do Município. Declaração que foi repudiada, na Rádio Caxias, por personalidades como a historiadora Loraine Giron e o ex-secretário de Cultura, João Tonus.

Ao invés de sete dias de comemorações e bolo com o comprimento da idade do Município – como ocorreu em 2016, com maciça participação popular - uma edição do projeto Caxias Mais Feliz. Evento que, segundo nota da imprensa oficial da Prefeitura, teve cerca de 300 pessoas, ou seja, 0,06% dos aproximadamente 500 mil moradores de Caxias do Sul.