APARTE

02 de outubro de 2019 às 08:40

A traição e o traidor

 

O vereador Eloi Frizzo/PSB protagonizou um momento sui generis, na tribuna da Câmara, ontem (1). Ele fez uma relação entre a política e a traição. Ele se utilizou de um ideia pré-concebida para explicar a turbulenta rixa pessoal e política entre Daniel Guerra e Ricardo Fabris. “Concordo que a política ama a traição, mas odeia o traidor. Portanto, o ex-vice-prefeito Fabris hoje está situado em um limbo da política de Caxias. Ele é odiado por aqueles com quem estava até outro dia, que compôs uma chapa vitoriosa na eleição. De outro lado, aqueles que o odeiam como adversário, também tem zero de confiança na sua pessoa”, comparou. Frizzo também utilizou uma figura de linguagem para projetar o futuro do ex-vice de Guerra. “O peru não morre na véspera, ele toma um porre. Se ele vai ser degolado lá adiante ou não, o pescoço puxado, é outra história”, concluiu.

 

SEM CREDIBILIDADE

 

Ricardo Fabris também foi citado pela bancada de situação. Em entrevista à Rádio Caxias, logo depois da aprovação do adiamento da admissibilidade do impeachment, o líder de governo desmoralizou o ex-colega de campanha eleitoral, há exatos três anos. “Esse pedido de impeachment não tem fundamento, a não ser uma atitude raivosa de um ex-vice-prefeito, que perdeu toda a credibilidade. Em Caxias, todo mundo sabe quem é o Ricardo Fabris, ninguém dá bola mais para ele”. Por outro lado, Renato Nunes se equivocou no tempo ou trouxe à tona um fato ainda não revelado, quando explicou de onde surgiu a animosidade entre os supostos traído e traidor, segundo a visão de Eloi Frizzo. “O ex-vice-prefeito nunca chegou a exercer o cargo, porque foi só o prefeito Daniel Guerra ganhar as eleições, não tinha nem tomado posse, que o sujeito [Fabris] já estava brigando com o presidente do partido, na época, o Dr. Heron”, afirmou.

 

INIMIGOS, INIMIGOS, POLÍTICA À PARTE

 

O autor da denúncia analisou o adiamento da votação da admissibilidade como uma ação ponderada do Legislativo. Ricardo Fabris de Abreu concorda com o vereador Eloi Frizzo de que o Parlamento tem que votar o caso, separando o desafeto que existe entre ele o prefeito Daniel Guerra. Segundo Fabris, o pedido poderia ter sido feito por qualquer cidadão que tem conhecimento das irregularidades. Ele citou, por exemplo, uma categoria muito próxima das ações do Executivo. “Os servidores públicos que conversaram comigo não podem fazer isso, porque podem ser perseguidos”, alertou.

 

TJ MANTÉM O NOME DE GENI

 

O Executivo de Caxias perdeu mais um recurso no Tribunal de Justiça do Estado (TJ/RS). Desta vez, foi na Ação Direta de Inconstitucionalidade sobre a lei promulgada pelo presidente do Legislativo, Flavio Cassina/PTB, que denominou como Geni Peteffi o Dia Municipal de Luta Contra o Câncer de Mama. A matéria é de autoria dos vereadores Gustavo Toigo/PDT e Edson da Rosa/MDB. A decisão é do desembargador Vicente Barroco de Vasconcellos, no dia 24 de setembro. Entretanto, a publicação pelo TJ somente ocorreu nesta terça-feira (1). O prefeito Daniel Guerra havia vetado o projeto, mas a medida foi derrubada pelo plenário, ocasionando a promulgação de Cassina, logo após o silêncio do chefe do Executivo sobre o ato regimental.

 

R$ 15 MILHÕES

 

Este é o valor do financiamento que a Câmara de Vereadores autorizou, ontem, o Executivo a fazer com o Banrisul. O projeto de lei foi aprovado por maioria (20 a 1). Segundo a matéria, a finalidade é utilizar o dinheiro para comprar máquinas e equipamentos e instalar o Sistema de Comunicação por Voz Híbrido. O projeto teve o aval da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Fiscalização e Controle Orçamentário, presidida pelo vereador Gustavo Toigo/PDT.