APARTE

19 de setembro de 2019 às 08:40
Foto: Gabriela Bento Alves, Divulgação

Catalisar é importante!

 

O prefeito Daniel Guerra viajou nesta terça-feira (17) para São Paulo, onde participa da Conferência "Catalisando Futuros Urbanos Sustentáveis". O evento vai até sexta-feira (20), feriado estadual da Revolução Farroupilha.

Junto com o prefeito foi o chefe de Gabinete e irmão dele, Chico Guerra. Desde março, quando assumiu o cargo, esta é a quinta vez que Daniel Guerra leva o assessor direto em uma viagem pelo Município. Para ficar quatro dias na capital paulista, cada um vai receber R$ 1.708 somente em diárias.

 

DESPESA DESNECESSÁRIA

 

Em seis meses, a participação de Chico Guerra nas viagens do prefeito já custaram R$ 9.558 aos cofres públicos do Município. Os roteiros na companhia do irmão foram para São Paulo (duas vezes), Brasília, Fortaleza e Florianópolis. As viagens conjuntas de Chico e Daniel Guerra têm sido constantemente questionadas na Câmara de Vereadores. No dia 18 de junho, ele cumpriu convocatória para justificar o interesse público dos roteiros nacionais e internacionais. O requerimento foi de autoria do vereador Rodrigo Beltrão (PT).

 

SÓ PARA OS ELEITOS

 

Assim como Daniel e Chico Guerra, quem vai passar a semana fora de Caxias é o secretário de Obras e Serviços Públicos, Leandro Pavan. Até sexta (20), ele também está em São Paulo para participar do 30º Congresso Nacional de Saneamento e Meio Ambiente e 30ª Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente. A capacitação de cargos de confiança com dinheiro público é questionável, pois são servidores temporários. Logicamente, o erário deveria pagar somente cursos de qualificação e participação em eventos técnicos para servidores do quadro efetivo. Isso porque são estes que permanecerão trabalhando pelo Município e poderão compartilhar os conhecimentos com os demais colegas de trabalho.

 

INCONSTITUCIONAL

 

Depois de provocar toda a polêmica da votação do projeto do Plano Diretor, o líder de governo, vereador Renato Nunes/PR, declarou voto contrário ao substitutivo. “Não posso votar a favor de um Plano Diretor que está prevendo o futuro da nossa cidade por, no mínimo, 10 anos, sendo que na minha visão tem muitas coisas aqui inconstitucionais”, justificou. Nunes também avaliou o próprio jeito dele manifestar a opinião. “Às vezes, por pensar diferente, por ter posicionamento e não se deixar levar por pressões externas, às vezes, a gente é considerado como louco. Nada como o tempo que é o senhor da razão. Tentei, me esforcei e saio desta votação não derrotado, mas de cabeça erguida, como vencedor, porque tentei fazer a minha parte e a fiz”, concluiu.

 

TÉCNICA OU TEORICAMENTE?

 

Uma dúvida ficou do pronunciamento de Renato Nunes: se o vereador Elisandro Fiuza/Republicanos ainda faz parte da base aliada ao prefeito Daniel Guerra. Desta vez, o líder da situação usou um termo diferente de outras declarações para se referir ao antecessor na função de líder de governo. “Somos a minoria. Tem eu, o vereador Elisandro que teoricamente, não é, vereador Elisandro, somos do governo...”, assinalou. Mais adiante voltou a supostamente descartar Fiuza do lado do Executivo. “... vou votar contra esse Plano Diretor ainda que eu seja o único, vereador Elisandro. O senhor fique à vontade. O senhor é de outro partido. O senhor é da base, mas o senhor é de outro partido”, afirmou.

 

INSINUOSAMENTE

 

Renato Nunes ainda chegou a insinuar que vereadores de partidos de oposição teriam, em alguma oportunidade, votado com a situação. “...e os demais, salvo alguns vereadores de bom senso, que às vezes acabam nos ajudando, ajudando Caxias. Não ajudando a administração Guerra, mas ajudando Caxias, pensando na cidade, no povo, nos munícipes, mas eu já sabia que aqui a oposição tem maioria”.