APARTE

18 de setembro de 2019 às 08:40
Foto: Gabriela Bento Alves, Divulgação

De costas para o comandante

 

Um grupo de cerca de 30 guardas municipais ocupou as galerias do plenário da Câmara, ontem (17), para assistir a convocatória do secretário de Segurança Pública, Ederson de Albuquerque Cunha. Eles se manifestaram em vários momentos. A maior parte foi para aplaudir a crítica dos vereadores da oposição ao que eles consideram como conflito e falta de diálogo por parte do Executivo. Entretanto, a forma de protesto que mais chamou a atenção ocorreu na entrada do secretário em plenário, quando ele tomou um dos assentos da mesa diretora. A maior parte dos guardas se levantou e ficou de costas para Ederson. O ato durou poucos minutos e não teve mais nenhuma repercussão durante a convocatória.

 

O ANJO DA GUARDA

 

Com a experiência de quem já viu o público ficar de costas para seu discurso, o líder de governo, Renato Nunes/PR, tentou desconstituir a atual imagem positiva da oposição perante a Guarda Municipal. “Se existe uma contradição não é na fala do secretário. Mas é na fala de alguns vereadores aqui neste plenário, que até pouco tempo criticavam e peitavam a Guarda. Tem vereador que levou até spray de pimenta nos olhos, não sei se está recordado. Chamava a Guarda de despreparada e agora está dando uma de anjo da guarda”, lembrou.

 

LEMBRANÇA CASUAL

 

A provocação de Renato Nunes foi para o adversário político, Rafael Bueno/PDT. Em agosto de 2017, o pedetista foi atingido pelo spray lançado pelos guardas, que tentavam impedir a suposta invasão do Centro Administrativo por moradores do Bairro Cinquentenário II, que foram cobrar a regularização dos terrenos. Casualmente, alguns destes cidadãos foram despejados e deixados à própria sorte, pelo Executivo, nesta segunda-feira (16). “Eu não guardei mágoas daquele episódio. Nunca disse que os guardas são despreparados, mas que estão mal estruturados e sem comando”, contestou Bueno.

 

COBROU A LEGALIDADE

 

Foi o que fez a vereadora Gladis Frizzo/MDB em relação ao secretário Ederson Cunha. Segundo ela, a lei 13.022 está em vigor e apenas quesitos dela são questionados na Adin. “Por que a lei não entra em vigor aqui se é da legalidade? As normas que não estão sendo questionadas são legais. Então, não venham aqui enrolar porque, quando quer fazer, faz. Quando não quer, acha desculpa”, reagiu Gladis.

 

PLANO DIRETOR

 

A segunda discussão e votação do projeto de revisão do Plano Diretor de Caxias do Sul ocorrerá em um dia atípico nas atividades legislativas, nesta quarta-feira (18) – quando há somente manifestações na tribuna e declarações de liderança. Desta forma, o substitutivo que contém as emendas ao texto original, de autoria do Executivo, será votado em sessão extraordinária. No Grande Expediente da sessão de hoje (18), estão inscritos os vereadores Flávio Cassina/PTB (presidente), Gladis Frizzo/MDB, Gustavo Toigo/PDT, Arlindo Bandeira/PP e Elói Frizzo/PSB.

 

SANCIONOU SÓ A IDEIA

 

O Diário Oficial Eletrônico do Município, desta terça-feira, publicou a sanção pelo prefeito Daniel Guerra, do projeto de lei de autoria do vereador Alberto Meneguzzi/PSB, que autoriza o Executivo a criar a Agência Municipal de Empregos. O curioso é que o mandatário vetou parcialmente a matéria. Ele rejeitou os três únicos artigos que se referem ao sistema operacional. “O prefeito justifica no veto que a matéria é ineficiente. Ele sim é ineficiente. Em três anos de governo, temos mais de 15 mil desempregados em Caxias e ele não consegue desenvolver a economia e abrir postos de trabalho. Espero que em um ano e três meses de governo, ele consiga ser tão eficiente a ponto de reduzir o desemprego na cidade”, contestou Meneguzzi.