APARTE

17 de setembro de 2019 às 08:40
Foto: Câmara de Vereadores, Divulgação, Banco de Dados

Afronta à história de Caxias

 

Como se não bastasse ter vetado o nome da ex-vereadora Geni Peteffi ao Dia Municipal de Luta contra o Câncer de Mama, na sexta-feira (13), quem sabe fazendo jus ao supersticioso dia, o prefeito Daniel Guerra, oficialmente, se opôs em denominar com o nome da professora e historiadora Maria Horn o Museu Municipal, onde ela foi diretora e ajudou a manter viva parte da história de Caxias. Entre os autores da matéria, Felipe Gremelmaier/MDB, por exemplo, alega: “Uma pessoa extremamente relevante, teve um trabalho voltado para diversas áreas, como a restauração da Casa de Pedra, o Centenário da Imigração, a reativação do Museu Municipal...”.

 

DESCULPA

 

Assim como no caso de Geni Peteffi, a alegada legalidade dos atos administrativos do governo deverá encontrar no plenário da Câmara a resposta para uma postura considerada como autoritária e antidemocrática pela oposição. Conforme um dos outros autores da matéria, vereador Paulo Périco, “ele [Daniel Guerra] colocou interesse público de desculpa. Não é de interesse dele. Nós vamos rejeitar o veto. Não é ele que manda no Município. Ele tem que trabalhar em conjunto com a Câmara. A Prefeitura não é dele, é da população de Caxias”, criticou. O tempo que o Parlamento vai levar para discutir e votar mais um veto – o 56º deste governo – poderia ser utilizado para uma atividade, realmente, em benefício da comunidade. Isso porque é praticamente certa mais uma derrota do Executivo. Fato que deverá aumentar ainda mais o crescente desgaste de popularidade desta gestão, que vive mais de impasses e polêmicas do que de obras e realizações.

 

CONVOCATÓRIA

 

O secretário de Segurança Pública e Proteção Social, Ederson de Albuquerque Cunha, cumpre convocação da Câmara de Vereadores, na sessão de hoje (17). A finalidade é esclarecer diversos questionamentos acerca da situação da Guarda Municipal. Em especial, sobre conflito gerado pela insatisfação de um grupo de servidores, que não foi recebido pelo Executivo para entregar uma pauta de reivindicações. Por outro lado, foram todos arrolados em uma sindicância. O requerimento é de autoria da Comissão de Segurança Pública do Legislativo. A intenção é questionar sobre as intenções do atual governo para com a corporação, entre elas, a adequação da lei federal sobre o poder de polícia e a atuação comunitária da Guarda.

 

E A NOVA SISTEMÁTICA?

 

Amplamente criticada a norma que rege o cumprimento das convocações, posteriormente à presença da secretária de Turismo, Renata Carraro, mesmo com tempo hábil, não houve uma nova regulamentação sobre o processo. Apesar de os vereadores lamentarem o que chamaram de monólogo nas convocações – onde o convocado responde todas as perguntas em bloco, sem chance de réplica pelo inquisidor - e defenderem o modelo pergunta-resposta direta, nenhuma movimentação ocorreu para modificar a sistemática. Desta forma, nesta terça-feira, pelo menos desta vez, Ederson Cunha, cumprirá o mesmo ritual de Renata e tantos outros.

A comissão é presidida pela vereadora Paula Ioris/PSDB e tem, como integrantes, Velocino Uez/PDT, Adiló Didomenico/PTB, Renato Oliveira/PCdoB e Gladis Frizzo/MDB.

 

PLANO DIRETOR

 

A sessão desta terça-feira promete ser bastante longa. Além da convocatória do secretário Ederson, que deve durar não menos que uma hora de duração – a pauta ainda tem os vereadores Denise Pessôa/PT e Edi Carlos Pereira de Souza/PSB, no Grande Expediente. Mas outros parlamentares poderão pedir declaração de liderança. Mas a pauta mais esperada é a primeira discussão do projeto de revisão do Plano Diretor, adiada da sessão da quinta-feira (12) para adequações no material a ser levado a plenário. A expectativa é de que a segunda discussão e votação ocorram na quinta-feira (19).