APARTE

09 de setembro de 2019 às 08:40
Foto: Gabriela Bento Alves, Divulgação

Enterrou a candidatura

A explicação pela qual o ex-vice-prefeito de Caxias, Ricardo Fabris de Abreu, rasgou a ficha recentemente assinada com o Patriota 51 veio somente depois do fechamento da edição desta sexta-feira da Folha de Caxias. Segundo ele, por questões financeiras, envolvendo prestação de contas das eleições de 2016, pelo diretório estadual da sigla, que, na época, se chamava Partido Ecológico Nacional (PEN). Ele se negou a emprestar R$ 3,7 mil de R$ 4 mil necessários para a regularização na Justiça Eleitoral e deu adeus e muito obrigado pelo convite da Executiva Estadual. Com isso, Ricardo Fabris também sepultou, pelo menos pelo Patriota, a pré-candidatura a prefeito de Caxias, no ano que vem. Contudo, a janela partidária de filiação e troca de sigla fecha em abril de 2020. Fato que não impediria ele de se filiar a outra sigla e voltar a pensar em se candidatar ao lugar daquele que ele subiu no palanque e ajudou a eleger: Daniel Guerra.

 

PROBLEMA RECORRENTE

Parece que problemas com contas de eleições não é uma prerrogativa apenas do Diretório Estadual do ex-PEN. Em Caxias do sul, o partido teria ficado com várias dívidas da campanha de 2016. Quem disse isso foi o ex-subprefeito de Vila Oliva e autor da sexta denúncia de impeachment contra o prefeito Daniel Guerra, Jefferson Côrtes. Em março do ano passado, ele foi ao Ministério Público (MP) para denunciar que o presidente municipal da sigla, João Dreher – na época, ocupando o cargo de coordenador distrital da Secretaria Municipal de Obras - teria pedido a ajuda financeira de R$ 400 para que ele fosse nomeado como subprefeito. Além de negar ao promotor Adrio Gelatti, que pagou o pedágio pela nomeação ao cargo comissionado, afirmou ainda que, para os outros “candidatos” a subprefeito, o valor da suposta propina teria sido de R$ 500.

 

OLHA O TROCO!

O vereador Paulo Périco/MDB protocolou projeto de lei que altera a lei nº 4.371/95, que estabelece a exoneração do pagamento de tarifa quando houver falta de troco nos serviços do transporte coletivo urbano de Caxias do Sul. Pela legislação, o passageiro tem direito de ser transportado de graça, caso não haja troco para a nota máxima estipulada legalmente, atualmente em R$ 10. O parlamentar busca alterar o valor do troco máximo para R$ 20. “Em que pese o sucesso da implantação da tarifa com cartão, não está eliminada a sistemática de pagamento por meio de moeda corrente, até porque não foi abolida a função de cobrador. É comum o usuário, no dia a dia, se defrontar com a ausência de troco quando efetua o pagamento da tarifa, oportunidade em que pode gerar conflitos”, justifica.

 

PT ESCOLHE NOVAS EXECUTIVAS

Filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT) de 354 municípios gaúchos se reúnem neste domingo (8) para eleger os novos dirigentes. De acordo com a assessoria estadual da sigla, em 337 cidades há consenso nas chapas. É o caso de Caxias do sul, onde ficou definido previamente que a nova presidente será Joceli Veadrigo (Piccola). Ela é a vice da atual gestão de Ana Corso. Também serão eleitos os delegados aos congressos Estadual e Nacional.

 

LEI PROMULGADA

O presidente da Câmara, vereador Flavio Cassina/PTB, promulgou, na quinta-feira (5), a lei de autoria de Ricardo Daneluz/PDT, que regulamenta a pesca esportiva nas barragens de Caxias do Sul. Pela legislação, a prática fica autorizada nos primeiros sábados de março e setembro e nos últimos de abril e outubro. A matéria havia sido vetada pelo prefeito Daniel Guerra, mas a medida foi derrubada pelos vereadores, na sessão do dia 29 de agosto. Ainda não se sabe se o Samae entrará com Ação Direta de Inconstitucionalidade. Em recente entrevista à Rádio Caxias, o diretor interino, Gerson Panarotto, ponderou sobre o reflexo da lei na preservação ambiental do entorno das barragens.