Fernando Santos

APARTE

06 de setembro de 2019 às 08:40
Foto: Maiara Gallon, divulgação

Sobreaviso e FGs sob suspeita

 

Um pedido de informações aprovado pelo Legislativo, na sessão de ontem (5), questiona o Executivo sobre uma situação que se tornou frequente nos últimos tempos: as portarias de concessão de adicional por sobreaviso na Secretaria de Obras e a denominada dança das funções gratificadas (FGs).

O requerimento é de autoria do Alberto Meneguzzi/PSB. Ele é o autor da lei que instituiu a publicação dos atos de pessoal no Diário Oficial Eletrônico do Município. Desta forma é possível verificar os fatos que levaram o parlamentar a pedir esclarecimentos. Além disso, recebeu denúncias de servidores sobre a lisura do processo de convocação das horas extras e da concessão de gratificações por exercício de função de chefia e/ou coordenação. “Há dúvidas a respeito do sobreaviso, da questão das horas extras na Secretaria de Obras. Diariamente, a gente tem aí listas de mudanças de FGs. Inclusive, a lista de sobreavisos, no Diário Oficial. É importante a gente acompanhar tudo que é publicado ali, que envolve a vida dos servidores, tanto do Executivo como do Legislativo. Por ter dúvidas a respeito dos critérios para a divulgação disso, para escolha de servidores que ficam de sobreaviso, é que estou fazendo esse pedido”, justificou.

 

CONTRA A CONVOCATÓRIA

 

Rafael Bueno/PDT foi o único vereador a votar contra a convocação do secretário de Segurança Pública, Ederson de Albuquerque Cunha. "Quando falamos sobre a Guarda Municipal, lembro de um abaixo-assinado de mais de 130 servidores, em fevereiro de 2018, e eu disse a eles: 'Aqui tem cerca de 80% da corporação, algo está acontecendo'. Mas desde lá nada foi resolvido”. Na opinião do pedetista, a convocação não cumprirá a finalidade, que é esclarecer as circunstâncias. "E não será aqui na Câmara que essas explicações virão. Será perda de tempo e deboche com os vereadores e a população", avaliou.

 

ESTIGMA

 

Parece que ser o “número 2” não é mesmo o destino do ex-vice-prefeito de Caxias, Ricardo Fabris de Abreu. Na tarde de ontem, ele anunciou que não está mais no Patriota 51. A filiação havia ocorrido há cerca de um mês. Ele tinha sido escolhido como vice do presidente estadual da sigla, Rubens Rebés. Por meio de nota, Fabris disse: “Matéria interna obstaculizou a formação inicialmente prevista da executiva estadual do Patriota 51, a consolidação do meu ingresso na legenda e, consequentemente, minha eventual participação nas eleições municipais de 2020, como fora divulgado. Agradeço a disponibilidade e atenção do presidente Rubens”. Os reais motivos do desligamento não foram divulgados. Fabris já passou pelo PRB (hoje Republicanos), PSD e Avante.

 

OLHO VIVO

 

Como integrante da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, o deputado Carlos Búrigo/MDB sugeriu, ontem, que a Casa acompanhe de forma permanente todo o encaminhamento do acordo de livre comércio Mercosul-União Europeia. “A comissão precisa ter assento junto aos técnicos acerca do tema. Depois de estabelecidas, as cláusulas são de difícil alteração. Precisamos garantir que a abertura do nosso comércio a outros países, que podem impulsionar a economia gaúcha, não represente o fim de cadeias produtivas importantes para o Estado”, destacou.

 

DENÚNCIA CONTRA CATAFESTA

 

A subcomissão de Ética da Câmara de Farroupilha notificou o vereador Sedinei Catafesta sobre uma denúncia, recebida no início de agosto, relacionada à gestão dele como presidente do Legislativo, em 2014. O documento é de iniciativa popular e aponta suposta improbidade administrativa em três casos: viagem para Imbé, curso em Minas Gerais e a aquisição de um arquivo metálico. A notificação ocorreu depois de parecer do Ministério Público. Catafesta tem até o dia 24 de setembro para apresentar defesa prévia.