APARTE

23 de agosto de 2019 às 08:40
Foto: Gabriela Bento Alves, Divulgação

Omissão em proveito próprio?

Esta foi a suspeita levantada pela vereadora Denise Pessôa/PT, na sessão de ontem, com relação ao caso do erro na questão 47 da prova para turismólogo do concurso da Prefeitura de Caxias, com relação à postura da candidata e secretária de Turismo, Renata Carraro. Em plenário, a petista provou por A+B que ela sabia que nenhuma resposta correspondia à correta, mas se calou. Supostamente, para se beneficiar da confusão que as alternativas – todas erradas – causariam no raciocínio dos demais concorrentes. A cobrança de explicações não foi só de Denise. Outros vereadores se manifestaram, exigindo que o Executivo se manifeste oficialmente sobre o caso. Também não se sabe a fonte que a empresa responsável pela elaboração da prova utilizou para errar tanto nas opções de múltipla escolha. Entre as possibilidades abordadas pelos vereadores está a anulação da questão. Aí surgiu outra pergunta por parte de Denise Pessôa: “A de teria sido essa a questão decisiva para Renata ficar em segundo lugar?”.

 

DESPREPARO

A avaliação é do vereador Eloi Frizzo/PSB. Na sessão de ontem, ele disse que Renata Carraro não tem a experiência necessária para tocar a Secretaria de Turismo de Caxias. “Não existe a mínima possibilidade de fazer um debate sério com a secretária Renata. Ela é completamente despreparada para a função. A culpa é do gestor, do prefeito, que escolheu a sua assessora. Ela não está preparada para os desafios de uma secretaria tão importante, que dialoga com o desenvolvimento da cidade, inclusive, de sair da crise em que se encontra na área industrial, trabalhando a ideia do turismo”, analisou o socialista.

 

O CASO DO POUSO

O plenário do Legislativo aprovou, ontem, um requerimento da Comissão da Segurança Pública e Proteção Social ao 5º Comando Regional de Bombeiros solicitando informações sobre as denúncias apontadas pela direção do Sindicado dos Servidores Municipais. No documento, a entidade sindical menciona um suposto alojamento fornecido pelos bombeiros ao diretor executivo da Secretaria de Segurança Pública e Proteção Social, Paulo Siqueira. O documento será enviado ao comandante do 5º CRB, tenente-coronel Jolimar Fortes Pinheiro. Nele, a comissão presidida pela vereadora Paula Ioris/PSDB questiona se o alojamento realmente foi ofertado ao CC-8 do Executivo, que recebe R$ 7 mil de salário bruto por mês. Se a denúncia for procedente, o grupo de trabalho quer saber por quanto tempo o fato ocorreu e qual a justificativa da concessão do pouso.

 

SINDICÂNCIA

O vereador Alberto Meneguzzi/PSB pediu, ontem, que a Corregedoria-Geral do Município abra sindicância para investigar o pagamento de horas extras de somente um médico, aos sábados, no Centro Especializado em Saúde (CES). O fato foi identificado nos documento enviados pela Secretaria Municipal de Saúde a um pedido de informações dele sobre a carga horária e o efetivo do CES. Também nesta quinta-feira, Meneguzzi protocolou um novo requerimento de informações, em regime de urgência, sobre a renovação do contrato com o Instituto de Gestão e Humanização, que administra a UPA Zona Norte. O contrato termina no dia 19 de setembro. Segundo o parlamentar, há informações de que a empresa não pretende renovar o contrato. A votação ocorrerá na sessão da próxima terça-feira (27).

 

PROMETEU, AGORA CUMPRE!

Na tribuna da Câmara, ontem, o vereador Adiló Didomenico/PTB criticou declaração do secretário extraordinário de Parcerias do Estado, Bruno Vanuzzi, e cobrou dele o que o governador Eduardo Leite/PSDB, em campanha, prometeu em outubro do ano passado, 15 dias antes do segundo turno. “Os recursos do Estado para indenizar a área não estão garantidos, porque foram prometidos em outro contexto econômico. Por favor, secretário Bruno, vamos honrar com aquilo que é a tradição do Rio Grande. É um valor ínfimo para o governo por aquilo que esta região representa para a economia do Estado”, afirmou.