Fernando Santos

APARTE

22 de agosto de 2019 às 08:40
Foto: Câmara de Vereadores, Banco de Dados

Resposta sem enrolação

Na sessão da Câmara desta quarta-feira (21), o líder de governo, Renato Nunes/PR, questionou o interesse público das viagens do último prefeito: “Talvez o seu prefeito, Alceu Barbosa Velho, o pior prefeito que já existiu em Caxias, possa explicar qual é a experiência que ele trouxe das viagens que fez para Alemanha, Colômbia, Canadá e Coréia do Sul. Não sei o que isso acrescentou para Caxias”. A resposta vem da assessoria do ex-prefeito Alceu Barbosa Velho. A informação é de que, na viagem à Bolívia - na condição ainda de vice-prefeito de José Ivo Sartori/MDB - foi conquistado o financiamento de R$ 160 milhões para três etapas do Programa de Asfaltamento do Interior, beneficiando 200km de vias, por meio da Corporação Andina de Fomento. Como chefe do Executivo, nas viagens que fez à Coreia do Sul e Alemanha, trouxe o projeto do Ecoponto – implantado na Codeca – e da usina movida a lixo orgânico, apresentada aos municípios da Amesne e em implantação em Bento Gonçalves, que deverá beneficiar toda a Serra. Ainda, segundo a assessoria, da viagem à Bogotá, capital da Colômbia, veio a ideia do SIM Caxias, também implantado em seu governo. 

 

SEM RESPOSTA CONCRETA

Na medida em que prometeu responder, brevemente em plenário, o questionamento de Renato Nunes, o vereador Eloi Frizzo também cobrou: “Vamos aguardar todas as justificativas das viagens que estão acontecendo agora”. Somente este ano foram viagens internacionais à Itália e, agora, aos Estados Unidos. Dentro do país, o Executivo já fez viagens para Salvador, São Paulo, Fortaleza e algumas à Brasília. Esta semana, o prefeito Daniel Guerra está em Foz do Iguaçu (PR). Até o momento, nenhum resultado prático. O mais questionado são os roteiros internacionais, justificados pelo encaminhamento de intercâmbios, que nem notícia se tem se foram aceitos ou se serão mesmo implementados. O mais curioso é de que, nas duas viagens para fora do país, patrocinadas pelos cofres do Município, lá está o chefe de Gabinete e irmão do prefeito, Chico Guerra. Este fato tem sido alvo de severas críticas da oposição. A inclusão dele na lista dos viajantes do erário não tem a mínima justificativa, segundo alegam os oposicionistas, a não ser fazer turismo com o dinheiro público. Isso porque chefe de Gabinete é uma função meramente interna, de cunho político e, principalmente, administrativo.

 

PERSEGUIÇÃO POLÍTICA

Foi esta a avaliação do líder de governo, Renato Nunes/PR, com relação à postura de Alberto Meneguzzi/PSB sobre a participação da secretária de Turismo, Renata Carraro, no concurso para turismólogo. Em aparte ao colega de bancada de situação, Elisandro Fiuza/Republicanos, na sessão de ontem, disse que o socialista já tem um histórico de pegar no pé de secretários de Daniel Guerra. “Ele fez isso com a secretária Márcia da Cruz. Queria porque queria até ela sair da Secretaria [de Esporte e Lazer]. Agora está pegando no pé da secretária Renata. Inclusive, que a Secretaria [de Turismo] seja extinta, que não há necessidade”. Nunes também fez um questionamento à Meneguzzi: “Quer dizer que ela não tem competência? Uma pessoa que passou num concurso público em segundo lugar. Eu queria ver se o senhor participasse de um concurso, qual seria sua colocação?”.

 

A CULPA ESTÁ NO RETROVISOR

Ao mesmo tempo em que acusou Alberto Meneguzzi de perseguir politicamente as secretárias Márcia e Renata, o vereador Renato Nunes replicou, na sessão de ontem, uma das justificativas utilizadas para que Caxias ingresse na Região das Hortênsias. “Falou também que o Município de Caxias do Sul não participa da Região da Uva e do Vinho graças ao ex-vereador, Jaison Barbosa/PDT, e ex-secretário do Turismo que, desde 2011, não pagou a Atuaserra. A culpa é do secretário da antiga administração”, cobrou.