APARTE

19 de agosto de 2019 às 08:40

Protagonismo zero

Mais uma vez, a Câmara de Vereadores de Caxias assume protagonismo que deveria ser do Executivo. Nesta quinta-feira (15), o presidente da Comissão do Idoso, juntamente com representantes do Parlamento Regional, foram cumprir o papel, que, em tese, deveria ser do prefeito Daniel Guerra, liderando gestores dos municípios da região. Felipe Gremelmaier/MDB e os vereadores presidentes do Parlamento, Patrícia Camassola (São Marcos); Clarice Minozzo (Nova Prata), Sandro Trevisan (Farroupilha) e Gelsomir Corassa (Antônio Prado) foram a Porto Alegre para uma agenda com o vice-governador e secretário estadual da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior/PTB, para entregar a lista dos municípios, órgãos e entidades que apoiam a criação da delegacia. Ranolfo disse que analisará a solicitação.

 

PODER MODERADOR

"Os desafios do Poder Legislativo municipal em momento de mudanças políticas" será o tema da palestra do presidente da Câmara de Vereadores, Flávio Cassina/PTB, na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), na segunda-feira (19). O petebista também apresentará um relatório de atividades do Legislativo no primeiro semestre deste ano. Cassina assumiu o cargo em janeiro e utiliza no comando da Mesa Diretora a serenidade necessária para administrar tantos conflitos gerados entre o Executivo e a sociedade, que desde 2017, encontram eco no Legislativo, que acaba assumindo o papel de poder moderador.

 

SEM ALARDE

Assim foi a filiação do ex-vice-prefeito de Caxias do Sul, Ricardo Fabris de Abreu ao Patriota – ex-Partido Ecológico Nacional (PEN), na quinta-feira (15). Para o ato, veio à cidade o presidente estadual da sigla, Rubens Rebés (ex-PHS). Fabris é o vice dele na Executiva. A assinatura da ficha também marcou o lançamento da pré-candidatura dele a prefeito – ou novamente a vice - em 2020. A estratégia inicial é conversar com outros partidos, naturalmente de oposição ao prefeito que ele foi colega de chapa majoritária, em 2016, Daniel Guerra. Entre as siglas, estão PDT e o MDB e o PP. Entretanto, há de se registrar que, durante todos os pedidos de impeachment de Daniel Guerra, um dos condicionantes políticos para rejeitar as denúncias foi o fato de Fabris assumir a Prefeitura de Caxias. Quem acompanha a política local sabe que o nome dele nunca foi aprazível para assumir a vacância da chefia do Executivo para muitos partidos de oposição ao atual gestor.

 

CONVENÇÃO MDB

O diretório do MDB de Caxias se reunirá em convenção, no dia 24 de agosto, das 9h às 14h, na sede do partido, para eleger a nova Executiva. Enquanto isso, um grupo de trabalho vem se reunindo para debater um futuro plano de governo para disputar as eleições de 2020.

 

DE OLHO NAS CONTAS

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, de forma unânime, na sessão desta quinta-feira (15), as cassações dos mandatos dos vereadores Jalusa Fernandes de Souza e Afrânio Vasconcelos, ambos do PP de Rosário do Sul, na região Central do Estado. O relator foi o ministro Luis Roberto Barroso. O motivo foi o uso ilícito de verbas do Fundo Partidário. Jalusa foi processada por ter repassado parte dos recursos recebidos, destinados à promoção de candidaturas femininas, a candidatos do sexo masculino, sendo um deles Vasconcelos. Esse foi o primeiro julgamento em que o TSE examinou esse tipo de desvio. No processo inicial, o Tribunal Regional Eleitoral constatou que, de um total de R$ 20 mil recebido do Fundo Partidário, Jalusa repassou R$ 10 mil para um candidato a prefeito e R$ 2 mil para Afrânio Vasconcelos.