Fernando Santos

APARTE

14 de agosto de 2019 às 08:40

Os Salvadores da Pátria

Na opinião do vereador Rodrigo Beltrão/PT, o título cabe muito bem ao presidente Jair Bolsonaro/PSL e ao prefeito Daniel Guerra/Republicanos. Segundo ele, o primeiro “pratica o nepotismo de forma descarada, aparecem armações políticas, que, inevitavelmente, influenciaram na eleição do presidente. E vemos, no momento, uma apatia política da população bem contrária à euforia que se deu tanto na eleição quanto pós-eleição”. Na tribuna da Câmara, ontem, o petista comparou a eleição dele com a do atual chefe do Executivo de Caxias: “Uma eleição onde se forjou um Salvador da Pátria aqui no Município, com amplo apoio da população. Com o tempo, foi se revelando que aquele biombo de Salvador da Pátria, de moralismo, caiu por terra”. Beltrão avaliou que os maiores atingidos pelos governos de Bolsonaro e Guerra foram exatamente aqueles que votaram neles.

 

RUSGAS EM PLENÁRIO

A controvérsia foi marcante em alguns momentos da sessão desta terça-feira, quando da votação do projeto sobre o Código de Libras. O vereador Rafael Bueno/PDT disse que, acima da vaidade, a discussão deveria chegar à política pública municipal de inclusão social. “Ele é um projeto muito bom, mas o debate não tem que estar centrado em quem protocolou antes ou depois, nas suas vaidades”, afirmou. Beltrão contrapôs o pedetista, afirmando: “Embora V. Exa. seja um vereador totalmente despido de qualquer vaidade, antes de me acusar de vaidade, V. Exa. falou a palavra cinco vezes: eu fiz isso, eu fiz aquilo”.

 

RUSGAS II

No final do acirrado debate do projeto de Libras, o presidente da Comissão de Educação, vereador Edson da Rosa/MDB, criticou a postura de Renato Nunes, que levou o plenário a um debate supostamente desnecessário sobre a constitucionalidade da matéria. “Enquanto vereadores, temos aqui que ajudar as pessoas a entender o nosso rito e o desserviço que foi prestado a Câmara hoje”, declarou. Nunes não gostou nada da crítica e disparou: “Talvez desserviço o senhor tenha feito, vereador Edson, quando foi secretário da Educação e não implementou isso. O senhor teve três anos para fazer e não fez. Agora, querem que os outros façam”.

 

EM CAMPANHA

O discurso do ex-prefeito, Alceu Barbosa Velho, na inauguração do Núcleo de Base da Zona Norte do PDT, deixou uma pista sobre um futuro não muito longe: as eleições municipais de outubro do ano que vem. Ele lembrou o gabinete, que considerou como de portas abertas para a comunidade. “Eu abria as portas e não havia seguranças contra o povo que me elegeu. Quem chegava era ouvido. Por isto, hoje é tão importante este ato, de trazer o partido para os bairros e ouvir o que os senhores e senhoras têm a dizer”, se dirigiu aos presentes ao evento. Além de uma crítica ao modo de Daniel Guerra governar Caxias, as declarações deixam claro que o partido se prepara para a campanha. Nos bastidores da Câmara, por exemplo, muito se fala na reedição da chapa majoritária, que concorreu em 2008, quando Alceu foi candidato a vice de José Ivo Sartori/MDB.

 

DOIS DEBATES

A Comissão de Desenvolvimento Urbano, Transporte e Habitação da Câmara de Vereadores realiza hoje (14) duas reuniões públicas, no plenário do Legislativo. A primeira, a partir de 17h, tratará sobre a ampliação do Foro Trabalhista de Caxias do Sul. Na segunda agenda, às 18h, o tema será o plano de ocupação do prédio da antiga Metalúrgica Abramo Eberle (Maesa), em parceria com a Comissão de Educação. Os trabalhos serão coordenados pelo presidente do grupo de trabalho, vereador Eloi Frizzo/PSB. A comissão ainda é integrada por Paula Ioris/PSDB, Edson da Rosa/MDB, Gustavo Toigo/PDT e Denise Pessôa/PT.