Fernando Santos

APARTE

01 de agosto de 2019 às 08:40

Caxias fora do mapa

A intenção do Executivo em transferir Caxias do Sul, da Região da Uva e Vinho para a das Hortênsias – suspensa pela Justiça – culminou com a não inclusão do Município no Mapa Turístico do Brasil por dois anos. O assunto foi comentado por vários vereadores, na sessão desta quarta-feira. Um deles foi Paulo Périco/MDB. O parlamentar revelou que o fato ocorreu justamente próximo à 24ª Reunião do G30 Serra Gaúcha, para o qual ele foi convidado. “Eu me sinto humilhado quando vou para fora de Caxias, como cidadão e vereador, das perguntas que nos fazem em todos os municípios. Isso é uma falta de responsabilidade administrativa, um prejuízo imensurável para o Município. Então, cabe a palavra ao prefeito e à secretária. Que venham a público agora dizer o que farão para que Caxias do Sul volte a integrar o calendário turístico brasileiro”, cobrou o parlamentar.

 

CONFLITO DE IDEIAS

Mal havia terminado a rusga entre o vereador Renato Nunes e os motoristas de aplicativos e uma nova confusão tomou conta da sessão legislativa, fazendo também que o presidente Flavio Cassina mandasse suspender a sessão. O fato ocorreu durante pronunciamento de Alberto Meneguzzi/PSB. O socialista criticava o presidente Jair Bolsonaro, quando a assessora do deputado estadual tenente-coronel Zucco/PSL, Ana Cristina dos Passos, tomou as dores do chefe do Executivo Nacional e se manifestou da plateia.

O clima esquentou e Meneguzzi inquirou a servidora comissionada (CC): “A senhora está a trabalho? Então, a senhora fala lá na Assembleia Legislativa para ele ou pede para ele visitar aqui Caxias. A senhora vinha aqui toda hora criticar CC e agora recebe dinheiro público. Então trabalhe. Pede para ele vir para Caxias lutar pelas coisas daqui”.

 

GUERRETES

O episódio ocorrido entre Meneguzzi e a assessora do deputado Zucco lembrou um grupo que defendia, incondicionalmente, o prefeito Daniel Guerra, principalmente, quando das votações de impeachment dele. O grupo feminino ficou mais conhecido popularmente por As Guerretes. Figuras que tomaram rumo das galerias. Nem mesmo foram se solidarizar com o vereador licenciado Chico Guerra, na sessão em que foi votada a denúncia de quebra de decoro parlamentar contra ele. Há de se questionar se elas também arrumaram alguma boquinha no serviço público depois daquela época ou mudaram de ideia com relação ao atual governo de Caxias.

 

MÁGOA POLÍTICA

O líder de governo, Renato Nunes/PR, ocupou espaço no Pequeno Expediente da sessão de ontem para avaliar a causa de tanta oposição à gestão de Daniel Guerra, no Legislativo. “Infelizmente, tem pessoas, eu não vou aqui citar nomes, que têm os olhos maus. A nossa administração está aí, passou pelas urnas, foi o prefeito eleito com grande e histórico número de votos, de lavada e parece que, hoje, nada presta no governo Daniel Guerra. Tudo está errado, nenhum secretário presta, dificilmente acontece um milagre aqui neste plenário de a gente ouvir um vereador elogiando a situação”, analisou. Conforme o parlamentar, este contexto tem dois motivos: “Primeiro, mágoa da eleição passada, e segundo, medo da eleição do ano que vem, porque, pelo que eu vejo, a maioria dos partidos está desunida, brigando entre si”.

 

MAIS FISIOTERAPEUTAS

É o que pretende solicitar ao governo municipal a vereadora Tatiane Frizzo/SD. No Grande Expediente, ontem, ela disse que, em Caxias –cidade com mais de 500 mil habitantes – o quadro é de sete fisioterapeutas. “Temos quase 50 UBSs e apenas 13 são contempladas com esse profissional, que é tão importante na promoção, na prevenção e na reabilitação e qualidade de vida das pessoas”, informou a vereadora, com dados de respostas de um pedido de informações feito ao Executivo.

“Estaremos protocolando uma indicação para que o prefeito aumente o número e o alcance de atendimentos de fisioterapia e também coloque um profissional fisioterapeuta dentro do ambulatório de doenças respiratórias”, revelou.