Fernando Santos

APARTE

23 de julho de 2019 às 08:40
Foto: Clever Moreira, Divulgação

Arquiva ou censura o Corretivo?

Depois de mais de um ano de investigação, deve chegar ao fim, na sessão de hoje, na Câmara de Vereadores de Caxias, o processo que ficou mais conhecido como o Caso Corretivo. Pelo levantamento do final da tarde desta segunda-feira (22), a maioria dos parlamentares indicava a rejeição do parecer do vereador Edi Carlos pelo arquivamento da denúncia de Rafael Bueno contra Chico Guerra. Em plenário, deverá haver um debate dos pontos de vista jurídico e ético. Há quem defenda a inviolabilidade do vereador, como Eloi Frizzo. Contudo, vários outros – também de oposição – acreditam que se trata de quebra de decoro parlamentar, mesmo que a ordem de Chico – segundo ele próprio, no áudio, determinada pelo prefeito Daniel Guerra – tenha sido dada fora do reduto parlamentar. Entre eles, Rodrigo Beltrão, atual presidente da Comissão de Ética, antes presidida pelo governista Renato Nunes – ele e Elisandro Fiuza se deram por impedidos em integrar a subcomissão que apurou a denúncia.

O próprio Beltrão, recentemente, pediu a retomada dos trabalhos, que estavam parados há quase um ano. Isso porque, acredita ele, o processo foi mal instruído, pois nem mesmo Seu Marciano – no caso, a principal vítima da ira do Executivo – chegou a ser ouvido.

Se o resultado da votação revelar a intenção dos pelo menos 14 vereadores que se declararam contrários ao arquivamento à FOLHA DE CAXIAS, Chico Guerra poderá receber a pena de censura oral ou escrita. Na época da elaboração do parecer, um dos integrantes da subcomissão, Ricardo Daneluz, já havia indicado esta penalidade. Contudo, quem decidirá a penalidade será o próprio subgrupo de trabalho.

 

TRAGÉDIA ANUNCIADA

O crime ocorrido, neste fim de semana, com uma jovem de 18 anos, no interior do antigo prédio do INSS, localizado no bairro Cinquentenário, vem revelar uma realidade já bastante comentada na tribuna da Câmara de Vereadores de Caxias. O abandono do local – que, segundo a Prefeitura, passa por um estudo técnico de viabilidade de ocupação – vem sendo denunciado por parlamentares, como Alberto Meneguzzi/PSB, por exemplo.

Nesta segunda-feira (22), ele protocolou um pedido de informações ao Executivo, questionando a quantas anda o processo técnico realizado pela Secretaria de Planejamento. O socialista também encaminhou indicação à Seplan e à Secretaria de Segurança Pública, sugerindo a instalação de um posto da Guarda Municipal na estrutura.

 

REFORÇO NA ARTICULAÇÃO

O projeto de implantação da Delegacia Regional Especial do Idoso, em Caxias do Sul, ganhou o apoio oficial do Executivo de São Marcos. Nesta segunda-feira (22), Evandro Carlos Kuwer/MDB recebeu a Comissão do Idoso do Legislativo caxiense, que é presidida pelo vereador Felipe Gremelmaier/MDB. Também participaram, a presidente do Parlamento Regional e da Câmara de São Marcos, Patrícia Camassola/MDB; os vereadores Tatiane Frizzo/SD, Velocino Uez/PDT e Adiló Didomenico/PTB.

Gremelmaier entregou ao prefeito um ofício com argumentos sobre a importância regional da delegacia. Evandro Kuwer disse que oficializará a adesão do Município à Secretaria Estadual de Segurança Pública.

 

DIA DO COLONO

O projeto de lei que institui a data comemorativa do Dia do Colono no Município de Caxias do Sul será votado, hoje, no Legislativo. A proposição é do vereador Velocino Uez/PDT. A intenção é de que a data seja comemorada, oficialmente, no dia 25 de julho de cada ano. Na justificativa, o pedetista diz que “esta homenagem é um reconhecimento de toda a população àqueles homens responsáveis direta ou indiretamente pelo alimento posto à mesa de todos, tendo como objetivo maior a integração, o apoio e o crescimento da atividade agrícola”.