APARTE

19 de julho de 2019 às 08:40
Foto: Fotos Gabriela Bento Alves, Divulgação

Tomou as dores do Carlos Gomes

A assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde de Caxias do Sul enviou nota à coluna Aparte, informando que o deputado federal Carlos Gomes/Republicanos, este ano, apresentou uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão para Caxias do Sul. Além disso, que a verba já foi destinada para a construção da nova UBS Vila Romana. A informação se deve ao tópico “Quem não tem deputado caça com o alheio”, publicado na edição da terça-feira (17), onde publicamos que o deputado federal Nereu Crispim/PSL havia destinado R$ 500 mil para os hospitais Geral e Virvi Ramos. Também questionamos quais valores já haviam enviado para Caxias outros parlamentares que tiraram votos dos candidatos locais, dos quais nenhum conseguiu se eleger, no ano passado. Entre eles, citamos Carlos Gomes.

Entretanto, o questionamento deveria ser respondido pelas assessorias destes parlamentares, e não pela prefeitura, no caso. Parece que o secretário Julio Freitas ainda trabalha como assessor de Gomes. Além disso, que utiliza CCs do Município e a máquina pública para favorecer, especificamente, um político aliado ao Executivo. Isso porque a gestão municipal não tem a norma de noticiar as emendas recebidas de outros parlamentares. Só quem tem feito isso é a oposição.

 

IMUNIDADE, A DESCULPA

A expressão “imunidade parlamentar” foi bastante evocada durante a sessão desta quinta da Câmara Municipal. O ex-presidente da Comissão de Ética e atual líder de governo, Renato Nunes/PR, por exemplo, tentou utilizar a prerrogativa para livrar Chico de uma das sanções previstas no Código de Ética. “No Poder Legislativo, um dos poucos poderes que nós temos, digamos assim, é a imunidade parlamentar. É o direito de expormos aqui as nossas opiniões sobre qualquer assunto. Isso está sendo afrontado neste momento, a meu ver. Porque a única coisa que um parlamentar não pode fazer é imputar um crime a um colega ou a um cidadão comum. Mas, fora isso, temos a imunidade, que foi, no meu entendimento, o caso do vereador Chico Guerra”, justificou.

 

FATO PÚBLICO

Na defesa do colega de bancada governista, Renato Nunes, porém, se esqueceu que a conversa entre Chico e Bado deixou de ser reservada, no momento em que vazou nas redes sociais. Segundo comentou-se, com a anuência do próprio ex-CC, que teria perdido a boquinha, por desavença política com o prefeito. A disseminação da conversa pela internet, defende a oposição, maculou a imagem do Legislativo perante a sociedade. “Quando falamos em decoro parlamentar, não é só o decoro do vereador, é o decoro deste Parlamento, no qual todos aqui são representados por qualquer ato de um vereador. Mas não ato civil, porque o ato civil é justiça, mas sim, um ato político. E qualquer ato político feito por algum colega aqui está quebrando com o decoro parlamentar, não só dele, mas desta Casa”, afirmou Paulo Périco.

 

POSICIONAMENTO CLARO

Uma das ponderações para o adiamento da votação do parecer do Caso Corretivo foi aausência de três parlamentares em plenário, na sessão desta quinta-feira: Edson da Rosa e Gladis Frizzo/MDB e Paula Ioris/PSDB. Segundo o autor da representação contra Chico Guerra, vereador Rafael Bueno, a sociedade precisa saber a opinião de todos sobre os fatos narrados na denúncia. Até porque o próprio denunciado nunca negou os diálogos com Rafael Bado. Entretanto, preferiu apresentar defesa escrita à subcomissão de Ética e não prestar depoimento oral aos integrantes do grupo de trabalho.