Fernando Santos

APARTE

15 de julho de 2019 às 08:40
Foto: Mateus Theodoro, Divulgação/Banco de Dados

Um ano para concluir a obra

A Prefeitura de Caxias do Sul demorou um ano para fazer uma obra no Loteamento Cânyon, no Bairro Santa Fé, localizado na Zona Norte de Caxias. O trabalho começou em julho do ano passado. Foram dois meses para fazer um muro de contenção de 29m de comprimento e mais nove meses para concluir uma escadaria de 110m de extensão. Segundo a Secretaria Municipal de Habitação, o custo foi de R$ 492,6 mil. Parte do valor veio de uma emenda parlamentar do ex-deputado federal Mauro Pereira/MDB – o nome dele foi ocultado na nota enviada pela assessoria do Executivo. O restante como contrapartida do Município.

 

SÓ COINCIDÊNCIA

A obra foi justamente na comunidade onde o presidente da Amob é Marciano Correa da Silva. No ano passado, antes de lançar o início do trabalho, houve uma polêmica entre o líder comunitário e o Executivo. Isso porque, em áudio vazado nas redes sociais, o ex-líder de governo, vereador licenciado, Chico Guerra, afirmou ao ex-coordenador de Relações Comunitárias, Rafael Bado, que Seu Marciano era o número 1 da lista negra do prefeito Daniel Guerra e que o chefe do Executivo havia mandado dar um corretivo na liderança e retaliar a comunidade do Cânyon. Em maio do ano passado, logo depois de lançada a licitação para a obra, Marciano questionou a Prefeitura pelo local da construção da escadaria, que segundo ele, geraria transtornos aos moradores.

 

CAMPANHA SEM FIM

Assim pode ser classificada a negociação salarial entre Sindiserv e Executivo de Caxias. Deflagrada em fim de março, ainda não há definições favoráveis aos servidores públicos com relação às reivindicações da categoria deste ano. Em recente assembleia, os trabalhadores decidiram manter a mobilização. Entre as demandas, a correção das distorções da lei 409/2012. “Devemos superar essas diferenças para poder evoluir. Existe sempre a promessa de apresentar os cálculos, mas até agora nada de concreto”, disse a presidente Silvana Piroli. Outra questão debatida é o assédio moral. Segundo a sindicalista, os servidores são intimidados para não denunciar o crime. “A estabilidade no serviço público serve principalmente para garantir a transparência das ações, para que o servidor possa alertar quando algo não vai bem sem correr o risco de perder o emprego. O sindicato está atento a este comportamento”, reafirma Silvana.

 

O ALVO AGORA É O CES

Nesta sexta-feira (12), dia em que a UPA Zona Norte passava por mais uma vistoria do Cremers e do Ministério Público Federal, o vereador Alberto Meneguzzi/PSB (autor de incontáveis denúncias contra o gestor compartilhado do pronto-atendimento, o IGH) protocolou um pedido de informações ao Executivo sobre o Centro Especializado em Saúde (CES). Ele questiona a quantidade de médicos, a carga horária e as horas extras dos especialistas que atuam na unidade. Além disso, pergunta dados sobre a fila de espera para consultas especializadas do SUS em Caxias. O período questionado vai de 1º de janeiro a 30 de junho deste ano. O parlamentar também quer saber sobre a exoneração ou contratação de médicos especialistas neste primeiro semestre do ano. Nesta última semana, Meneguzzi teve requerimento de informações aprovado em plenário sobre os mesmos temas, referentes à UPA Zona Norte.

 

AVALIAÇÃO DE GOVERNO

O governador Eduardo Leite/PSDB se reúne com o secretariado, líderes de bancada na Assembleia Legislativa, presidentes de partidos da base aliada, comandantes das forças de segurança e dirigentes de vinculadas, neste sábado (13). O objetivo é avaliar as principais ações desenvolvidas no primeiro semestre de gestão e projetar os desafios para os próximos meses. A reunião ocorre no Salão Alberto Pasqualini, no Palácio Piratini, das 9h às 13h. No final, Leite concederá entrevista coletiva à imprensa.