Fernando Santos

APARTE

29 de agosto de 2019 às 08:40
Foto: Gabriela Bento Alves, Divulgação

Cheiro de impeachment no ar

 

A oficialização do ingresso de Caxias do Sul na Região das Hortênsias foi tema de um comentário do vereador Eloi Frizzo/PSB, na sessão desta terça-feira (27). Segundo ele, o caso pode ter uma reviravolta na primeira instância da Justiça, mesmo com a liminar obtida pelo Município, no Tribunal de Justiça do Estado (TJ/RS). Segundo ele, o julgamento do mérito, favorável ao PDT, pode reverter na responsabilização do prefeito Daniel Guerra.

“O nosso atual gestor, acho que é só dar mais um pouquinho de corda e ele está se enforcando sozinho. Eu acho que o prefeito não vai dormir a partir do que eu falar agora. Se o mérito for julgado e mantida a opinião do Dr. João Pedro Cavalli Júnior, da 2ª Vara Cível da Fazenda Pública, para mim, vai ficar caracterizado o crime de responsabilidade. ar. Então, prefeito Daniel Guerra, lhe aconselho boas noites de sono, a partir de agora até a decisão da sentença do juiz”, aconselhou.

Ao mencionar crime de responsabilidade, Frizzo deixou implícita a ideia de que, amparado pelo ilícito administrativo, haveria um argumento jurídico para a sexta denúncia de impeachment contra o prefeito de Caxias.

 

SINDICÂNCIA

 

Foi o que pediu o vereador Alberto Meneguzzi/PSB, na sessão de ontem, sobre o fato comprovado, por meio de análise de relatórios da prória Secretaria Municipal de Saúde, de que um médico que trabalha no Centro Especializado em Saúde (CES), faz horas extras todos os sábados. “Por coincidência, é marido da diretora do CES. Nós estamos solicitando que a Corregedoria do Município tome uma providência, faça uma sindicância. Não é ilação. Não é uma tese. São informações”, afirmou.

Conforme Meneguzzi, há um suposto favorecimento ilegal do profissional. “São em torno de 60 médicos. Nenhum deles é chamado para trabalhar, fazer hora extra e para fazer esse serviço. Nenhum deles foi convocado nem foi convidado, a ser o marido da diretora, que é médico concursado”, ponderou.

 

SERÁ QUE ADIANTA?

 

Um dos encaminhamentos da audiência pública da promovida pela Comissão de Segurança Pública e Proteção Social da Câmara de Vereadores, na noite da última terça-feira (27), foi aconvocação do secretário de Segurança Pública e Proteção Social, Ederson de Albuquerque Cunha. Segundo a presidente do grupo de trabalho, vereadora Paula Ioris/PSDB, para “entender o que leva um secretário não utilizar a Guarda Municipal nos serviços da cidade”.

O fato repercutiu na sessão de ontem. Para o vereador Velocino Uez/PDT, por exemplo,“nas convocações dos secretários há muitas desilusões. Acredito que, dessa vez, as respostas não venham prontas no papel, porque se combinou aqui e a gente exige resposta imediata. Não uma resposta já pronta, escrita, Então, se é dessa forma, eu sempre estou a favor. A população merece uma explicação. Talvez um desacordo daquilo que foi prometido em campanha, mas vamos aguardar”.

 

TURISMÓLOGO?

 

O plenário da Câmara de Vereadores de Caxias vota, hoje (29), seis pedidos de informação ao Executivo. O mais polêmico é o que solicita esclarecimentos sobre a prova para o cargo de Turismólogo. Isso porque, na sessão da última quinta-feira (22), a vereadora Denise Pessôa/PT denunciou a suposta omissão da candidata e secretária de Turismo, Renata Carraro, com relação a uma das questões, cujas cinco alternativas todas estavam erradas.

A petista provou que ela sabia da resposta, mas não pediu impugnação. Segundo Denise, é necessário apurar se a postura de Renata ocorreu em favorecimento próprio na classificação do concurso. Também assinaram o requerimento, os vereadores Eloi Frizzo/PSB e Gustavo Toigo/PDT.