APARTE

21 de junho de 2019 às 08:40

O despreparo foi parar na Polícia

 

Depois de recorrer à Justiça, agora o governo do prefeito Daniel Guerra resolveu acionar também a Polícia Civil para resolver demandas essencialmente políticas. Foi caso do boletim de ocorrência (BO), registrado pelo secretário de Saúde, Julio Cesar Freitas da Rosa, na tarde da terça-feira (18), na DDPA de Caxias. O alvo é a mãe do vereador Rafael Bueno/PDT, Vera Lúcia Rech, a qual ele acusa de tê-lo chamado de mentiroso. O fato ocorreu durante a inauguração da UBS Cristo Redentor, na sexta (14). Bueno avaliou a postura do secretário com relação ao caso. De acordo com ele, Julio Freitas teria atividades mais importantes a fazer. “Ao invés de ir registrar BO contra quem fala a verdade, deveria estar resolvendo os problemas da saúde pública de Caxias. Parece que tudo está às mil maravilhas, que sobra tempo para ir à delegacia de Polícia”, afirmou.

O pedetista explicou que a Vera Lúcia apenas se uniu às vaias da população contra o discurso, segundo ele, mentiroso de Freitas e do prefeito Guerra. “Eles disseram que o Alceu queria abrir a UBS com sucata. Isso é mentira”, explicou.

 

FALTA JOGO DE CINTURA

 

Transformar uma questão política em um caso de polícia é mais um desgaste desnecessário para o atual governo, entre as quase 200 polêmicas já contabilizadas pelo vereador Adiló Didomenico/PTB - pré-candidato a prefeito no ano que vem. Só nesta quarta-feira, foram dois fatos negativos. O segundo foi o veto ao nome da ex-vereadora Geni Peteffi ao Dia Municipal de Luta contra o Câncer de Mama. Afirmam os autores – vereadores Edson da Rosa e Gustavo Toigo – uma medida totalmente sem amparo jurídico, porém, se conclui que revestida de caráter meramente político. O nome dela tem um alto nível de aceitação popular e pelas diversas correntes políticas da cidade. Conclui-se que a maior deficiência da atual gestão é jogo de cintura para entrar em consenso com a sociedade. Também, segundo diz o próprio governo, todos são técnicos – e não políticos – escolhidos por meio de currículo profissional.

 

BURLANDO A LEI

 

O conflito no Bairro Cristo Redentor reacende uma polêmica que ocorreu há 15 dias sobre o secretário de Saúde, Julio Freitas. No dia do ocorrido, oficialmente, ele estava em férias do cargo, pelo menos, no papel, conforme a Portaria nr. 142.288, de 3 a 17 de junho. No documento, o prefeito Daniel Guerra designou para substituí-lo a servidora Andresa do Amaral, “devendo perceber subsídios correspondentes ao Cargo em Comissão de Secretário Municipal”. Conforme o Portal da Transparência, Andresa ocupa o cargo de Diretora Executiva da Secretaria Municipal de Saúde, CC8, com salário bruto de R$ 6.806,29. Entretanto, o próprio Freitas, em entrevista à imprensa local, afirmou que as férias eram somente escriturais. Fato que se comprova, pois, neste período, respondeu por todos os atos de gestão da Pasta. Se Andresa foi nomeada e não assumiu, efetivamente, o cargo, temos aí uma irregularidade administrativa. Caso, no contracheque deste mês, ela receba os proventos por um serviço que não prestou, caracteriza-se improbidade administrativa.

 

MP COMO ALTERNATIVA

 

O vereador Velocino Uez/PDT relatou, na tribuna da Câmara, na sessão de quarta-feira (19), que participou - juntamente com o presidente da Comissão da Educação, Edson da Rosa/MDB – no Ministério Público, de audiência de um grupo de pais de alunos da escola Professora Arlinda Lauer Manfro, de São João da 4ª Légua. A intenção foi pedir ajuda da promotora Simone Martini para que a escola não seja fechada por problemas de infraestrutura e os alunos transferidos para um prédio, em Galópolis. Segundo ele, insalubre para crianças pequenas estudarem. Segundo Uez, a promotora pedirá novos laudos sobre as condições estruturais da escola para avaliar a necessidade da transferência.