Fernando Santos

APARTE

18 de junho de 2019 às 08:40
Foto: Gabriela Bento Alves, Divulgação

De frente com o Parlamento

 

Convocado pelos vereadores Rodrigo Beltrão e Denise Pessôa/PT, Alceu Thomé/PTB e Renato Oliveira/PCdoB, o chefe de gabinete da Prefeitura de Caxias, licenciado da função legislativa, Chico Guerra/Republicanos, cumprirá obrigação constitucional perante o plenário do Legislativo, na sessão desta terça-feira (18), a partir das 8h30. O requerimento foi aprovado na sessão de 6 de junho. A finalidade é esclarecer o interesse público de três viagens feitas por ele, a serviço do Município, com diárias custeadas pelo erário. Os proponentes pretendem questionar Chico sobre o resultado prático dos roteiros realizados à Itália (24 de março a 9 de abril); à Fortaleza (28 de maio a 2 de junho); e à Brasília (10 a 12 de junho). Além destas, a uma nova viagem, que será realizada entre os dias 24 e 27 de junho, à São Paulo, para visitar a 14ª ISC Brasil — Feira e Conferência Internacional de Segurança. Estas três últimas, acompanhando o prefeito – irmão e correligionário – Daniel Guerra.

 

COM OU SEM ACOMPANHAMENTO?

 

A expectativa na sessão desta terça-feira é de quantos secretários estarão nas galerias da Câmara de Vereadores, acompanhando a convocatória de Chico Guerra sobre as viagens para fora do Município. Isso porque já é de praxe do atual governo garantir platéia para ouvir seus integrantes serem questionados pelos vereadores, em pleno horário de expediente. Assim ocorreu, por exemplo, no dia 18 de abril, quando o secretário do Planejamento, Fernando Mondadori, cumpriu convocação do Legislativo a respeito do projeto de revisão do Plano Diretor, proposto pelo Executivo. Naquela manhã, por cerca de três horas, oito secretários deixaram as repartições por conta dos auxiliares para assistir a convocatória do colega.

 

CANDIDATOS A GESTOR

 

Durante a palestra na reunião-almoço da CIC Caxias, ontem (17), o empresário e ex-prefeito de Farroupilha, Fabiano Feltrin/PP, defendeu a comunicação entre patrões e empregados como uma nova forma de gestão, onde os colaboradores têm noção dos objetivos da empresa e se sintam como parte do sucesso dela. O atual presidente do Grupo Feltrin também falou de política. Ele afirmou que a CICS Farroupilha se propõe em participar do pleito municipal do ano que vem. Conforme ele, as empresas precisam também se responsabilizar pela vida política. Em 2016, Feltrin chegou a ser cogitado à Prefeitura de Farroupilha pelo PP, mas o partido decidiu apoiar o candidato do PMDB, Bolívar Pasqual, entrando com Renato Tartarotti como candidato a vice. Incluído na Lei da Ficha Limpa por improbidade administrativa, Pasqual tentou, na Justiça Eleitoral, garantir a candidatura até à véspera da eleição, mas não obteve sucesso.

 

ATÉ NOME DE RUA?

 

Na sessão de hoje (18), os vereadores de Caxias do Sul irão apreciar mais dois vetos do Executivo. Um deles chama a atenção pela simplicidade da matéria. O veto é sobre o projeto de lei da vereadora Gladis Frizzo/MDB, aprovado pelo plenário e que denomina um local do bairro Desvio Rizzo, com o nome de Área Pública Jorge Marco Dani. Apesar de considerar a constitucionalidade da matéria, o Executivo alegou afronta ao interesse público. “...eis que não está nas diretrizes da atual Administração Municipal denominar áreas com nomes de pessoas físicas póstumas, adotando-se como padrão utilizar o nome da localidade em que se encontra a área. Essa diretriz visa à fácil localização e, deixando de priorizar alguma pessoa específica, o interesse público da comunidade se sobressai”, justifica a Procuradoria-Geral do Município (PGM). O segundo veto é sobre projeto do vereador Paulo Périco/MDB, que institui a publicação, no Portal da Transparência do Samae, os relatórios das análises realizadas nas fontes públicas de água.