Cidades

Trabalho: Sentença obriga empresa a preencher vagas de PCDs

O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Caxias do Sul obteve decisão favorável em ação civil pública (ACP), ajuizada contra a Protesul Vigilância
21 de março de 2019

O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Caxias do Sul obteve decisão favorável em ação civil pública (ACP), ajuizada contra a Protesul Vigilância Caxiense, pelo descumprimento da cota de vagas reservadas por lei para pessoas com deficiência (PCDs) e reabilitados pela Previdência Social. A sentença reconhece a obrigatoriedade de se cumprir a cota mínima, tomando como base de cálculo o número total de empregados da empresa, inclusive vigilantes, e colocando multa para o caso de persistência da irregularidade.

A Protesul tem 60 dias para preencher as vagas, contando da notificação da sentença, sob pena de multa diária de R$ 20 mil, por vaga não preenchida, reversível à comunidade local. A sentença abrange, além da sede, todas as filiais da empresa no país.

A irregularidade foi constatada ao longo de projeto do MPT voltado ao cumprimento da cota de PCDs, definida pela lei 8213, de 1991. A empresa alegou à época que havia incompatibilidade de contratação de PCDs e exigências legais para o exercício da profissão de vigilante.​ A sentença foi proferida pelo juiz do trabalho, Rafael da Silva Marques, da 4ª Vara do Trabalho de Caxias do Sul. Cabe recurso da decisão.