Polícia

Temer é preso sob a acusação de participar em desvio de R$ 1,8 bilhão

O ex-presidente Michel Temer chegou à Superintendência Regional da Polícia Federal, no Centro do Rio, no início da noite desta quinta (21). Ele desembarcou no Aeroporto Internacional
22 de março de 2019

O ex-presidente Michel Temer chegou à Superintendência Regional da Polícia Federal, no Centro do Rio, no início da noite desta quinta (21). Ele desembarcou no Aeroporto Internacional do Galeão, e o comboio ingressou no prédio às 18h40, enfrentando protestos de pessoas com faixas, cartazes e uma bandeira do Brasil.

Os manifestantes xingaram o ex-presidente e deram chutes e tapas na viatura que o conduzia. Armados de fuzis, homens da Polícia Federal precisaram intervir para que o comboio pudesse entrar no prédio, que teve o portão principal fechado às pressas, por questão de segurança. O ex-ministro Moreira Franco, que estava em um carro separado do ex-presidente, também entrou na sede da PF.

Temer e Moreira Franco, ambos do MDB, foram presos preventivamente na manhã desta quinta por determinação do juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal. Ele também determinou as prisões preventivas de mais seis pessoas e temporárias de duas.

Na investigação são apurados crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro em razão de possíveis pagamentos ilícitos feitos por determinação do empresário José Antunes Sobrinho, da empresa de engenharia Engevix, para o grupo criminoso, supostamente liderado por Michel Temer, bem como de possíveis desvios de recursos da Eletronuclear para empresas indicadas pelo referido grupo. O valor teria sido movimentado irregularmente ao longo dos últimos 40 anos e soma R$ 1,8 bilhão.

Ao desembarcar em Santiago, no Chile, para participar da Cúpula Presidencial de Integração Sul-americana, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “cada um deve responder por seus atos” e que a "Justiça nasceu para todos" referindo-se à prisão de Michel Temer. “O que levou a essa situação, pelo que parece, são os acordos políticos dizendo-se em nome da governabilidade. A governabilidade você não faz com esse tipo de acordo, no meu entender. Você faz indicando pessoas sérias e competentes para integrar o seu governo, é assim que eu fiz no meu governo, sem o acordo político, respeitando a Câmara e o Senado brasileiro", afirmou. As informações são da Agência Brasil.





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