Cidades

Moinhos de Vento expande o programa de cirurgia robótica

Visando expandir seu programa de cirurgia robótica, o Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, primeira instituição privada do Sul do Brasil a contar com um programa deste tipo,
20 de março de 2019

Visando expandir seu programa de cirurgia robótica, o Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, primeira instituição privada do Sul do Brasil a contar com um programa deste tipo, lançou seu Núcleo de Medicina Robótica. A iniciativa qualificará mais profissionais e ampliará as especialidades atendidas.

O evento também celebrou os resultados positivos do primeiro ano de cirurgias robóticas realizadas no hospital. Neste período ocorreram 107 intervenções com a utilização de robô, sendo 95% delas na área da urologia. Agora, o projeto será expandido para as áreas de cirurgia geral, torácica, ginecologia, proctologia e cabeça e pescoço. Dentre os principais benefícios da cirurgia robótica estão precisão no procedimento e diminuição do tempo de recuperação, o que resulta em menor risco de infecções e, ainda, redução de custos com internação.

O superintendente médico do Hospital Moinhos de Vento, Luiz Antonio Nasi, revelou que mais 25 médicos deverão ser treinados este ano dentro da expansão do programa – atualmente são 17 profissionais capacitados para operar com o auxílio do robô. "Esse é um projeto estratégico do hospital. É um projeto de sucesso pelos excelentes resultados clínicos e pela animadora dedicação dos nossos cirurgiões", afirmou.

Já o superintendente administrativo do Moinhos, Evandro Luis Moraes, compartilhou a informação do início das negociações para a aquisição do robô Da Vinci Modelo XI, a nova geração do Da Vinci SI utilizado atualmente na instituição. Também nas próximas semanas deverá ser recebido um moderno simulador para o treinamento dos médicos do programa.

Conforme o chefe do Serviço de Urologia do Hospital Moinhos de Vento, Eduardo Carvalhal, já há comprovação de ganhos reais nos pacientes submetidos à cirurgia robótica. "Ela facilita muito o acesso a regiões mais complexas do corpo e reduz o desconforto do paciente. O índice de continência imediata, não vazamento de urina depois da retirada da sonda, foi de cerca de 70%. E muitos recuperaram a função sexual em menos de um mês", apontou Carvalhal que ressaltou, também, que do ponto de vista do cirurgião, o cansaço é reduzido. De acordo com os dados iniciais de uma pesquisa, 98% dos pacientes contatados recomendariam a cirurgia robótica a outro.





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