Política

Meneguzzi acusa Executivo de omisso no fechamento da escola José Gazola

Na tribuna da Câmara, na sessão desta quarta-feira (27), o vereador Alberto Meneguzzi/PSB falou de dois assuntos. O mais polêmico foi sobre o caso da escola Senai José Gazola.
28 de março de 2019

Na tribuna da Câmara, na sessão desta quarta-feira (27), o vereador Alberto Meneguzzi/PSB falou de dois assuntos. O mais polêmico foi sobre o caso da escola Senai José Gazola. Ele relatou as respostas recebidas ao pedido de informações feito ao Executivo.

Segundo o socialista, as informações Secretaria Municipal de Educação (Smed) são preocupantes. Lembrou que, antes do final do ano passado, fez uma mobilização, porém, a escola foi fechada. “Procuramos a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e os empresários. Aqui, na Câmara de Vereadores, chamamos esse assunto, que estava praticamente definido. O prédio do Senai José Gazola vai se transformar no que é hoje o antigo INPS, que está no fim da Pinheiro. Um prédio de depósito, de desocupados, drogados, enfim”, ressaltou.

Meneguzzi leu a resposta sobre o item que questionava a doação do terreno para a construção da estrutura da escola profissionalizante. A resposta foi de que o imóvel foi doado em duas etapas, nos anos de 1979/80, com aval do Legislativo.

Segundo ele, a Smed teria feito medições no local, com vistas à implantação de uma escola de ensino fundamental. Contudo, o Senai teria se recusado a alugar o prédio. O parlamentar criticou a postura do Executivo com relação ao caso. “A resposta não me surpreende, porque a Smed é omissa. Essa secretária [Marina Mattielo] é omissa. Até agora, não tenho respostas do líder do Governo se ela está num cruzeiro ou não. Se ela está de férias, boas férias. Se ela está num cruzeiro numa época de início de vida escolar, como foi dito aqui pelo vereador Rafael Bueno, é um profundo desrespeito à comunidade, aos estudantes, aos pais que estão com os filhos sem creche, aqueles que não têm transporte escolar”, avaliou.

Para Alberto Meneguzzi, o atual governo não considera a educação profissionalizante como uma prioridade. Ele questionou sobre a participação dos integrantes do Executivo e do próprio prefeito Daniel Guerra/PRB no processo de intermediação com o Senai. “A assinatura de um protocolo de intenções, ou sei lá o quê, na Itália, uma viagem de 14 dias, é prioridade deste governo. Para que educação profissional? Para que acolher 400 jovens em um local de extrema vulnerabilidade, como a Região Norte de Caxias do Sul? As prioridades são outras”, concluiu.

 

Socialista questiona seleção do Fiesporte

 

Outro tema do pronunciamento de Alberto Meneguzzi foi o resultado da seleção do Programa Municipal de Financiamento do Esporte e Lazer (Fiesporte)- edição 2019. Segundo ele, sem nenhuma pessoa física classificada. A constatação foi motivo de um pedido de informações com oito quesitos, protocolado em regime de urgência, na tarde desta quarta-feira (27).

A finalidade é esclarecer os critérios que foram adotados no edital 245/2018.

Caso aprovado pelo plenário da Câmara, na sessão desta quinta (28), o requerimento deve ser encaminhado à Central de Licitações e à Secretaria Municipal do Esporte e Lazer. Entre outros questionamentos, o vereador quer saber por que os referidos projetos foram desclassificados.

Em declaração de liderança pelo PSB, na sessão desta quarta, Meneguzzi criticou a postura do atual governo para com os profissionais do esporte. “O edital diz uma coisa, a comissão que faz a seleção aponta outros, e esses projetos todos são analisados pela Celic. Fazendo isso, ela dificulta cada vez mais os projetos. É mais uma prova de que esse governo não leva a sério o financiamento da cultura, do esporte. E, mais uma vez, os projetos esportivos estão relegados a um segundo, terceiro plano”, analisou.