Cidades

Melvin Jones completa seis décadas de educação

Cobertura da quadra é o maior presente que a Melvin poderia ganhar
17 de abril de 2019 às 13:03
Foto: Foto: Divulgação

A Escola Estadual Melvin Jones comemora 60 anos de existência nesta sexta-feira (19). Fundada com o nome de Escola Reunidas do Bairro Planalto, o colégio atente em torno de 900 estudantes dos bairros São Victor Cohab, Vila Mari e região do Planalto, em todas as séries, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA), nos três turnos.

Teve início modesto, mas hoje funciona com 49 professores e oito funcionários, tem 12 salas de aulas, cancha de esporte e três laboratórios. “Era, literalmente, uma casa bem simples, onde três professores atendiam 77 crianças. Este espaço ainda mantém as características originais e hoje é utilizado como sala dos professores, de educação física e biblioteca. Em 1974, foi doado um terreno anexo ao antigo e foi erguido um prédio com cinco salas de aula. A estrutura atual foi construída em 1982. Em 2000, a escola foi reorganizada para o nome atual”, relembrou Leila Solange Ramos, diretora do educandário.

Para Leila, a escola é muito requisitada por ser a única na região a atender na modalidade EJA e ofertar o primeiro ano do fundamental nos turnos de manhã e tarde. Em 60 anos de existência, cerca de 50 mil pessoas já estudaram no educandário. “Já houve épocas em que tínhamos quase duas mil matrículas. Com as famílias tendo menos filhos, este número caiu. Hoje percebemos que há um número significativo de pessoas que abandonam os estudos e depois voltam por meio do EJA. Nesta modalidade, atendemos 120 alunos. Para 2020, estamos trabalhando para ampliar mais uma turma. Mas para isso precisamos ter mais professores”, ressaltou.

 

Projeto da escola será exposto no Chile

 

Outra característica da escola é o desenvolvimento de projetos para aprimorar as técnicas de ensino e despertar o interesse dos jovens. Neste ano, um dos frutos colhidos será a ida de um grupo de alunos para o Chile. No segundo semestre, com data a ser definida, eles irão representar o Rio Grande do Sul em uma feira de ciências, com projeto sobre braile.

A diretora Leila Solange Ramos também destacou a contemplação do Melvin para desenvolver um piloto de modelo do novo ensino médio. “Neste primeiro semestre vamos começar com os diários online, onde o professor fará a chamada, postará conteúdos e disponibilizará notas. No futuro, os pais poderão acompanhar em tempo real o desenvolvimento e frequência de seus filhos”, informou.

Mas a maior luta da comunidade do Melvin Jones, e que já se estende por muitos anos, é a de cobrir a cancha de esportes. Em dias de chuva ou de muito frio, os estudantes ficam impossibilitados de realizar atividades neste espaço, ficando restrito a uma sala adaptada para este fim. “Mesmo já sendo contemplada em alguns projetos governamentais, a obra nunca saiu do papel. Em tempos de eleição, sempre recebemos políticos que dizem que vão resolver. Atualmente, estamos atuando junto à Câmara de Vereadores e Associação de Moradores para ver se conseguimos concretizar esse sonho, que beneficiará alunos, professores e toda a comunidade. O bairro carece de uma quadra de esportes, que também poderá ser utilizada para apresentações artísticas”, frisou.