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FIMMA 2019 começa em ambiente otimista

O vice-governador Ranolfo Vieira Júnior prestigiou, nesta terça-feira (26), a abertura da 14ª Feira Internacional de Máquinas, Matérias-primas e Acessórios para
27 de março de 2019

O vice-governador Ranolfo Vieira Júnior prestigiou, nesta terça-feira (26), a abertura da 14ª Feira Internacional de Máquinas, Matérias-primas e Acessórios para a Indústria Moveleira (Fimma Brasil), em Bento Gonçalves. A feira, que ocorre até a sexta (29), reúne 380 expositores e deve atrair 25 mil visitantes.

O presidente da feira, Henrique Tecchio, ressaltou que os 380 expositores, com representação de 500 marcas, devem movimentar cerca de US$ 290 milhões em negócios – valor registrado na 13ª edição, em 2017. “Apenas em Bento Gonçalves, a feira deixará em torno de R$ 15 milhões provenientes do turismo de negócios”, projeta.

Uma das características da feira, de acordo com Tecchio, é a capacidade de diferenciação. Neste ano, 35% dos expositores participam pela primeira vez. “Os visitantes encontrarão muita tecnologia, mas, também, novos produtos e marcas. A Fimma Brasil se renova”, garante.

De acordo com Tecchio, o ano passado demonstrou leve otimismo e, em 2019, a FIMMA Brasil será um importante instrumento para que a cadeia produtiva moveleira aproveite o momento para realizar bons negócios. O presidente antecipou que, em 2021, a feira será realizada em outro período: entre os dias 24 e 27 de agosto. “Há algum tempo estamos atentos às demandas de expositores, de empresários e profissionais que visitam a FIMMA Brasil e depois de uma análise criteriosa decidimos mudar a data”, comunicou.

Para o presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do RS (Movergs), Rogério Francio, o apoio de governantes é fundamental para que os empreendedores gaúchos consigam gerar riquezas e contribuir com o crescimento e o desenvolvimento do país. “A crise nos mostrou algumas duras realidades, mas também trouxe ensinamentos. É preciso fazer o dever de casa. Investir em tecnologia, negociar com fornecedores e buscar novos mercados”, acredita.

Políticas de exportação, redução da carga tributária e obras de infraestrutura foram algumas das necessidades do setor citadas por Francio. “As indústrias moveleiras do Rio Grande do Sul, por exemplo, por sua localização geográfica e por problemas de logística, perdem muitos negócios, pois precisam trazer matéria-prima do centro do país para beneficiar e depois enviar os produtos de volta, prontos para o principal mercado consumidor. Isso nos torna 20% menos competitivos”, ressaltou. O setor moveleiro gaúcho é composto por 2.640 indústrias moveleiras, empregando mais de 35 mil pessoas e com um faturamento aproximado de R$ 7 bilhões.