Política

Curva do Tcháca gera série de críticas ao Executivo

Tema levantado pelo vereador Velocino Uez motivou declarações sobre inércia do atual governo
10 de maio de 2019 às 11:59
Foto: Gabriela Bento Alves, Divulgação

O vereador Velocino Uez/PDT utilizou a tribuna do Legislativo, na sessão desta quinta-feira (9), para falar sobre dois problemas do distrito de Galópolis, que ainda não foram resolvidos pelo atual governo. Segundo ele, questões básicas que o Executivo deixa de lado para se dedicar a projetos sem prioridade. “Enquanto se bota uma nuvem em cima e se quer reformar a praça, que este vereador não é contra, se deixa de resolver o básico. Galópolis tem vários problemas, como todos os setores da cidade, mas são dois graves: a Curva do Tcháca e o Arroio Pinhal. Se o secretário de Planejamento não tem tempo para marcar entendimento, vamos nos encontrar à noite, domingo. Agora, para ficar discutindo uma qualificação na praça, se encontra tempo para tudo, porque dá marketing político. Esse o objetivo das dificuldades”, destacou.

Conforme Uez, a proposta vem desde 2013. Contou que o processo começou em reunião do Orçamento Participativo, onde 550 pessoas votaram favoravelmente. Também foi obtida verba de R$ 362 mil para indenizar os proprietários das duas casas situadas no local, pavimentação e proibição do estacionamento, permitindo apenas parada para embarque e desembarque.

“Vamos resolver o problema da praça porque dá marketing político e deixamos correr sangue lá. Quantos já morreram em Fazenda Souza depois que ficou parado o trevo? Vamos esperar de novo ali acontecer isso?”, questionou.

EMPURRA-EMPURRA

Em aparte, o vereador Adiló Didomenico/PTB revelou que tem recebido diversas reclamações de cidadãos que encaminham demandas à Prefeitura, mas nunca recebem retorno. Segundo ele, para deixar tudo para o ano que vem, às vésperas das eleições municipais. “Venho dizendo, 2020 será a grande explosão em Caxias. Parece que tudo está sendo empurrado para começar a acontecer em 2020. Aí vai começar o governo Guerra, mas a cidade vive, ela precisa de soluções agora”, salientou. 

O vereador Renato Nunes/PR saiu em defesa do prefeito. Segundo ele, Velocino Uez estaria afirmando que a não realização da obra seria uma decisão do chefe do Executivo. “Quando o senhor diz que ‘o trânsito entende que não’, dá a entender que é o secretário que não quer fazer ou que tem uma ordem do prefeito para não fazer. Isso não é verdade. Porque não é simplesmente eu não vou fazer ou eu vou fazer, dar um canetaço”, retrucou.

O QUE DISSERAM...

Eloi Frizzo/PSB – “Quero cumprimentar as entidades que participam do Compahc, que conseguiram, pelo menos, abortar o golpe que a administração estava forjando, de aprovar, em duas horas, uma alteração naquilo que é um sítio histórico de Caxias do Sul, que é a praça. Aprovar assim a correr, a varrer, sem discussão nenhuma. Tudo agora é pesquisa informal ali nas mídias. Meia dúzia de pessoas fala e isso respalda”.

Gladis Frizzo/MDB – “Esse governo é muito lobo vestido de cordeiro. A gente fala uma situação e os dois vereadores da situação distorcem o que estamos colocando. Estamos preocupados é com a qualidade de vida dos caxienses. Não estamos aqui fazendo politicagem, falando o que o povo quer ouvir, que foi assim que vocês ganharam as eleições”.

Kiko Girardi/PSD – “Acho engraçado o gabinete itinerante que o prefeito faz, onde já tem esse dinheiro do PAC. Ele vai prometer coisas onde já tem projeto. Ele foi à Fazenda Souza e prometeu asfaltar 1 km a mais ali. Queria que ele fosse à Mulada dizer por que não vai fazer o asfalto, por que não faz aquela ponte lá, por que não reforma. É muito fácil falar de uma coisa que tem que fazer. É obrigado a fazer, senão perde o dinheiro. É muito fácil”.

Renato Oliveira/PCdoB – “Não vi novamente o líder do governo [Elisandro Fiuza] falar, aqui, na Casa, quando inauguram as três UBSs que estão prontas há dois anos. Gostaria que algum dos vereadores da base do governo fosse conosco lá na UPA. Estive sexta, sábado, segunda, tinha 600 pessoas por dia. Novamente, pessoas que trabalham na UPA estão apanhando pelo mau atendimento. Mas quem deveria apanhar são os funcionários?”.

Rodrigo Beltrão/PT – “Existe muita encenação para defender esse governo. Essa questão especial que a senhora, vereadora Gladis, levanta da saúde, tem que convocar o secretário. Tenho certeza que o dia que ele vier convocado, vai ter, no mínimo, 20 ou 30 servidores lambe-bota acompanhando ele. Infelizmente, teremos que adotar procedimentos mais duros, porque não dá para admitir essa falta de diálogo, esse desprezo com o Legislativo”.





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