Política

Comissão cobrará explicações sobre assédio moral na FAS

Rosana Menegotto vai ao Legislativo nesta terça cumprir convocação sobre a situação dos moradores de rua
21 de maio de 2019 às 12:16
Foto: Gabriela Bento Alves, Divulgação

A presidente da Fundação de Assistência Social (FAS), Rosana Menegotto, cumprirá convocatória da Câmara de Vereadores na sessão desta terça-feira (21), às 10h. O comparecimento à Câmara foi oficializado na quinta-feira (16), por meio de ofício do prefeito Daniel Guerra/PRB ao presidente do Legislativo, Flavio Cassina/PTB.

O motivo é responder questionamentos sobre a política pública de atendimento aos moradores de rua. O requerimento de convocação é de autoria do presidente da Comissão de Direitos Humanos, vereador Rodrigo Beltrão/PT, e aprovado por unanimidade na sessão de 9 de maio.

A principal causa da convocação foi a ausência dela em uma audiência pública da comissão, realizada no dia 29 de abril. A reunião foi motivada pela preocupação sobre o aumento do número de pessoas que vivem nas ruas de Caxias do Sul, de 150, no final de 2016, para cerca de 400 registrados este ano.

A presidente alegou ter outros compromissos e não poder comparecer. A justificativa não foi aceita por Beltrão e demais integrantes do colegiado, que resolveram convocar Rosana. Sobre a presidente da FAS também pairam denúncias de assédio moral contra servidores públicos que trabalham direta ou indiretamente na Fundação. Segundo Rodrigo Beltrão, a comissão recebeu diversas denúncias de que ela teria proibido que servidores da FAS e órgãos agregados fossem à audiência na Câmara.

Conforme Rodrigo Beltrão, Rosana Menegotto não poderia ter se eximido de comparecer ao debate, principalmente, porque se tratam de pessoas em alto índice de vulnerabilidade social. Além disso, considera que o detentor de um cargo público deve explicações à comunidade. “Essa senhora tem que entender que, como servidora pública, ela está sujeita à fiscalização e deve explicações à sociedade. Que, de uma forma pedagógica, isso possa servir como instrumento de humildade por parte dela. Vários servidores nos denunciaram que, no episódio da audiência, essa senhora cometeu assédio moral, proibindo de participarem, esvaziando a reunião”, ressaltou.