Política

APARTE

O refrão da música “Sorte tem quem acredita nela”, gravada pelo cantor Fernando Mendes, nos anos 70, foi utilizada pelo vereador Paulo Périco/MDB, nesta quarta (20),
21 de março de 2019

O refrão da música “Sorte tem quem acredita nela”, gravada pelo cantor Fernando Mendes, nos anos 70, foi utilizada pelo vereador Paulo Périco/MDB, nesta quarta (20), na tribuna do Legislativo, para criticar o que ele chamou de falta de sensibilidade do prefeito Daniel Guerra com relação à nova polêmica com a APAE. Segundo o parlamentar, o caso da realocação reflete a intenção do Executivo em desmontar a entidade. “Quando se vê o nosso Executivo [Guerra] em missa com a família, lá na igreja, eu lhes digo: não adianta você ir à igreja e rezar, se você não pratica isso que você fala. Falar é fácil, ir à igreja também é fácil, mas você tem que praticar o amor, a sensibilidade. Quem não pratica o amor e pratica a maldade, não adianta ir à igreja tomar uma hóstia, porque não será abençoado simplesmente por uma hóstia. Será abençoado por aquilo que faz efetivamente para aqueles que mais necessitam dentro de uma cidade...”, opinou.

NADA TEM DE POLÍTICO

Posteriormente às críticas em tom político, principalmente de Rafael Bueno/PDT e Paulo Périco/MDB, em aparte ao colega de bancada situacionista, Tibiriçá Maineri/PRB, o líder de governo, vereador Elisandro Fiuza/PRB, negou que o prefeito Daniel Guerra esteja perseguindo politicamente a APAE por causa do apoio de Fátima Randon ao adversário dele na eleição de 2016. “Nós sabemos que existem os dispositivos de lei, os quais são necessários para cumprir de um rito jurídico. Agora, não podemos fazer um discurso eleitoreiro, de ódio, porque eu não quero pensar que o prefeito, por conta de uma situação partidária, queira prejudicar a APAE. Pelo amor de Deus! Isso é algo totalmente inconsistente, incoerente. Se o prefeito tem as suas posições acertadas ou errôneas, bom, cabe à crítica. Todos os senhores e senhoras têm essa prerrogativa, deve ser feita”, justificou.

MONSTRENGO E CASA D’IRENE

Este foi o termo utilizado pelo vereador Eloi Frizzo/PSB, na sessão desta quarta para classificar o Daer. A declaração ocorreu em aparte a Rodrigo Beltrão, que falava sobre a péssima realidade das rodovias estaduais da região serrana. De acordo com o socialista, o governador Eduardo Leite/PSDB comete um equívoco quando fala em “desidratar” a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). Porém, acredita que o gestor deveria adotar uma atitude extrema com relação ao órgão que tem a responsabilidade de fazer a manutenção da malha rodoviária gaúcha. Ele ainda criticou a concessão das estradas. “Esse governo começa muito mal. Ele devia extinguir o Daer, não a EGR. A EGR, pelo menos, está trabalhando, funcionando. O Daer não tem solução, é um monstrengo. Já devia ter sido extinto há muito tempo. Ali são jogos de interesses. Pessoas que servem a dois senhores. Servem ao senhor de dentro e ao senhor de fora. No governo Sartori, o Escritório de Projetos fez um levantamento. O Daer é uma Casa d’Irene [da música do italiano Nico Fidenco]. Todo mundo chega, todo mundo se coça lá dentro”, comentou.

MORADORES DE RUA

A situação destes cidadãos poderá ser tema de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos, Justiça e Cidadania do Legislativo municipal. A sugestão foi feita na sessão desta quarta pelo vereador Rafael Bueno/PDT. O documento foi protocolado e será encaminhado ao presidente do grupo de trabalho, vereador Rodrigo Beltrão/PT. Segundo o proponente, há apenas 70 vagas em duas casas de acolhimento para atender a uma demanda de mais de 400 pessoas que vivem nas ruas. Os dados são da Fundação de Assistência Social.





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