Fernando Santos

APARTE

06 de junho de 2019 às 08:40
Foto: Gabriela Bento Alves, Divulgação

FEITOS DE BOBO

 

O vereador Velocino Uez/PDT foi à tribuna do Legislativo, na sessão de ontem, para relatar sobre a reunião realizada na noite anterior (4), em São João da 4ª Légua, entre pais de alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Arlinda Manfro e representantes da Secretaria de Educação. O objetivo foi discutir a transferência de local de estudos dos 68 alunos do estabelecimento de ensino devido à precária condição do piso do prédio.

Segundo o parlamentar, a secretária Marina Matielo apresentou a decisão do Executivo. Os alunos irão estudar durante 30 dias na capela mortuária da localidade e, depois, serão transferidos para um prédio de Galópolis. Para Uez, a opinião dos pais não foi ouvida. “Os pais dos alunos, que foram convidados, foram tirados para bobo. A contribuição deles em se manifestar e apontar alternativas não adiantaria em nada. A decisão já estava tomada”, revelou.

 

FALTOU ARTICULAÇÃO

 

Felipe Gremelmaier/MDB também foi à tribuna da Câmara na sessão de ontem. Ele criticou a falta de ações do Executivo com relação à Copa América. Conforme o vereador, Caxias poderia ter se articulado em receber turistas que vêm assistir aos jogos que serão realizados em Porto Alegre. No telão do plenário, ele apresentou um conjunto de informações sobre a importância do certame, que ocorre de 14 de junho a 7 de julho.

Segundo o emedebista, a Secretaria de Turismo de Caxias do Sul deveria ter aproveitado a oportunidade para oferecer roteiros e serviços. “Existe previsão de 250 mil turistas nos cinco jogos em Porto Alegre. Muitos vêm sem ingresso e ficam pela cidade para conhecer e poderiam ser atraídos para Caxias do Sul. Mas a cidade não fez ações nesse sentido. A Copa América não envolve recurso público. Bastava o Município atrair esses turistas”, cobrou Gremelmaier.

 

CONVOCAÇÃO DE CHICO

 

Ideia que surgiu durante uma sessão da Câmara pelo vereador Rodrigo Beltrão/PT, há cerca de duas semanas, será votada na sessão desta quinta (6). Trata-se da convocação do chefe de Gabinete da Prefeitura, Chico Guerra. O requerimento é de autoria coletiva. A finalidade é questioná-lo sobre as viagens oficiais que fez com recursos públicos. Em pauta, o roteiro de 14 dias pela Itália, onde foi assinar o termo de cidades-irmãs com Corbola; a recente viagem à Fortaleza, acompanhando o prefeito Daniel Guerra; e as próximas duas à Brasília e São Paulo, programadas para este mês, também em companhia do prefeito e irmão dele. Caso aprovado o requerimento, Chico Guerra terá até cinco sessões ordinárias para comparecer em plenário, a contar da data de notificação. Se não comparecer, implica em caso de crime de responsabilidade.

 

Terceirização ou quarteirização?

 

O plano de contingenciamento de inverno na saúde pública de Caxias do Sul, anunciado ontem (5) pelo Executivo, revela que, mais uma vez, o atual governo opta pela terceirização da prestação do serviço como a única alternativa para atender à demanda, que deverá aumentar com a chegada do frio. Ao gastar R$ 1,1 milhão com um hospital da iniciativa privada, o Executivo atesta a incapacidade de atender à demanda da população com meios próprios, ou seja, de cumprir promessas de campanha e de concluir obras prioritárias, como a reforma do antigo Postão 24h para abrir a nova UPA Central, por exemplo. Entre os críticos da estratégia do governo municipal, está o integrante da Comissão de Saúde do Legislativo, vereador Rafael Bueno/PDT. Segundo o parlamentar, “dinheiro público que poderia ser utilizado em obras e prestação de serviços públicos de qualidade”. Para o pedetista, o plano de contingenciamento revela o que ele chamou de quarteirização do pronto atendimento, já que a terceirização foi quando a atual gestão contratou o IGH para gerir a UPA Zona Norte.