Fernando Santos

APARTE

05 de junho de 2019 às 08:40
Foto: Acervo do Centro de Memória, CV

Sem papas na língua

 

Durante a sessão desta terça-feira, foi aprovado acréscimo do nome da ex-vereadora Geni Peteffi ao Dia Municipal de Luta contra o Câncer de Mama. A data foi criada por meio de projeto de lei da parlamentar, que presidiu o Legislativo, em 2012. Durante a discussão da proposta pelos vereadores Edson da Rosa/MDB e Gustavo Toigo/PDT, Eloi Frizzo/PSB comentou a personalidade forte da ex-parlamentar e fez uma espécie de mea culpa na atual legislatura. “A Geni era uma pessoa fora de série. Aproveito até para dizer, o nosso querido subprefeito de Galópolis, à época, acontecia um episódio aqui, e ela pegava, levantava o telefone e: ‘Oh, meu irmão, vai lá agora ver o que está acontecendo’, ela mandava. Ligava na hora, na frente de todo mundo: ‘Pinto [Mário Vitor], não tem patrola lá’ e já mijava na hora, no bom sentido. E fazia isso com o prefeito. Ela tinha essa autoridade moral e ética para fazer isso. E aí é onde está a grande diferença hoje: qual é o vereador desta Casa, inclusive, os da situação, que têm coragem de levantar o telefone: ‘Oh, Seu Daniel Guerra, que merda tu tá fazendo aí?’ Ela diria assim”, concluiu Frizzo.

 

TEMPO ESGOTADO!

 

Situação e oposição se estranharam no início da sessão da Câmara de Vereadores de ontem (4), em Caxias. Ocorreu que o vereador Renato Nunes/PR ficou descontente com o fato de Adiló Didomenico/PTB, Rafael Bueno/PDT e Eloi Frizzo/PSB monopolizarem os 10 minutos regimentais do espaço das Pequenas Comunicações. Adiló puxou o discurso propondo voto de congratulações ao recentemente eleito presidente do Simecs, Paulo Spanholi, e a Valdir Walter, reeleito no domingo como presidente da UAB. Bueno não perdeu a oportunidade para dizer que o candidato de oposição, Alaor Barbosa, era apoiado pelo prefeito Daniel Guerra, com a finalidade dele se infiltrar no movimento comunitário. A oratória desagradou Renato Nunes. Entretanto, não havia mais tempo para contrapor os opositores. Quando o presidente Flavio Cassina colocou os votos em apreciação, o republicano pediu a palavra. “Já estourou o tempo, meu jovem. Em todo caso, fale sua Questão de Ordem”, decidiu Cassina. “Só deixar registrado que esse espaço é de todos os vereadores. O vereador que pede primeiro a palavra, ele tem que ter a noção de que esse espaço é de todos. Se não, o cara fala cinco, 10 minutos sozinho, não sobra tempo nenhum para os demais”, retrucou.

 

AULA NA CAPELA MORTUÁRIA

 

Um grupo de alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Arlinda Lauer Manfro, localizada em São João da 4ª Légua, em Galópolis, têm, como sala de aula, a capela funerária da comunidade. O motivo é que o piso do estabelecimento está cedendo. A denúncia foi do vereador Rafael Bueno/PDT, na sessão desta terça-feira (4). Ainda segundo o pedetista, o piso das salas dos 4º e 5º anos está comprometido. "O receio da comunidade é de alguém morrer e precisar ser velado na capela enquanto as crianças estejam estudando. Prefeito, o senhor que foi viajar para Fortaleza, faz uma viagenzinha lá para a 4ª Légua, onde as crianças estão estudando dentro da funerária, porque não tem estrutura na escola municipal”, provocou.

 

GANHA NA JUSTIÇA E PERDE NA ARRECADAÇÃO

 

O vereador Adiló Didomenico/PTB, um dos autores da lei dos alvarás, juntamente com Velocino Uez/PDT, considera que a liminar concedida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul à Ação Direta de Inconstitucionalidade significa uma derrota do atual governo, “porque não se manifestou em tempo, sempre estivemos abertos a sugestões, mas nem o líder de governo [Elisandro Fiuza] fez qualquer ponderação. Queremos saber a que veio esse governo, qual o modelo de economia dele”, questionou. Adiló e Velocino já protocolaram outro projeto semelhante, atentando para os argumentos do Executivo. Para discutir a questão foi marcada audiência pública da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação para o dia 26 de junho, às 18h30, na Câmara.