Fernando Santos

APARTE

04 de junho de 2019 às 08:40

Executivo desprestigia debate sobre o Plano Diretor

 

A novela da falta de diálogo do Executivo com a Câmara de Vereadores, no caso do projeto de revisão do Plano Diretor, ainda não teve fim. Quem pensou que o fato de o secretário de Planejamento, Fernando Mondadori, ter cumprido convocatória do Legislativo teria quebrado esse gelo - e vencido o abismo que havia entre os dois poderes instalados no Paço Municipal da Rua Alfredo Chaves – parece que se enganou. Isso porque o governo municipal não compareceu em nenhuma das duas etapas do ciclo de debates “Diálogos Caxias - A Cidade que Queremos”. O vereador Rafael Bueno/PDT esteve na reunião desta segunda e criticou a ausência de representantes do Executivo. “Vai ver que o prefeito Daniel Guerra chegou de madrugada de Fortaleza, junto com seu irmão, Chico Guerra, onde foram fazer turismo com dinheiro público, e não puderam estar aqui nem ao menos mandar representantes”, assinalou.

 

BARBA DE MOLHO

 

O recado do presidente reeleito da União de Associações de Bairros, Valdir Walter, ao prefeito Daniel Guerra/Republicanos, de que ele tem que colocar a barba de molho, mais que um alerta é um aviso. Pela atual conjuntura, é certo que as Amobs que apoiam a nova diretoria farão campanha cerrada contra a possível candidatura de reeleição do atual gestor. Ainda, segundo Walter, haverá vários candidatos ligados ao movimento comunitário e às Amobs na eleição do ano que vem. Contudo, disse que a entidade avaliará os nomes. “Nossa ideia é apoiar um ou dois nomes, apenas”, antecipou.

 

“B” AINDA É SEGUNDO PLANO

 

A afirmação é do governador Eduardo Leite e ocorreu durante coletiva de imprensa, na tarde de ontem (3), no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Ao lado dos colegas governadores do PSDB de São Paulo, João Doria; e do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, Eduardo Leite defendeu a permanência de estados e municípios na Reforma da Previdência. Segundo ele, o Plano A ainda não se esgotou. “Nós, governadores do PSDB, estamos mobilizados pela Reforma da Previdência e pelo Brasil”, resumiu. Eduardo Leite acredita que a separação dos dois entes federados da Reforma da Previdência pode fazer com que alguns estados acabem tendo de pagar as contas de outras unidades da federação que não se mobilizarem individualmente. “A União é a soma das partes. Se uma parte não estiver saudável, vai contaminar o todo, e todos serão chamados a socorrer aquele que não tiver feito a reforma”, argumentou.

 

A RAPIDEZ É AMIGA DA VOTAÇÃO

 

O relator da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Samuel Moreira, afirmou ontem (3) que a intenção dele é apresentar o parecer nesta quinta-feira ou até a próxima segunda (10). A declaração ocorreu durante a entrevista coletiva dos governadores do PSDB, de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Sobre a possibilidade da exclusão dos estados e municípios da reforma da Previdência disse que o melhor para eles é permanecer no projeto.

 

PIRATINI PEDE R$ 3,6 BI DA UNIÃO

 

O governo estadual incluirá 93 projetos no Orçamento da União para 2020. No total, o governador Eduardo Leite/PSDB pede que o presidente Jair Bolsonaro/PSL libere R$ 3,6 bilhões de investimento federal. Os projetos mais vultosos são referentes à segurança pública, obras de dragagem e de prevenção às cheias dos rios Jacuí e Gravataí (arroio Feijó), além de melhorias na infraestrutura viária da Região Metropolitana de Porto Alegre. Em caso de liberação da verba, o Estado entraria com uma contrapartida de R$ 96 milhões. A lembrar que o déficit orçamentário do Rio Grande do Sul para 2020 é de R$ 4,3 bilhões.