Fernando Santos

APARTE

30 de maio de 2019 às 08:40

Eu, não!

 

“A cidade está solta, não tem vice-prefeito, não tem prefeito. Quem assume a Prefeitura se acontecer alguma coisa? Quem é o prefeito? O Cassina? Com certeza, é a lei, é isso que diz. Mas o Cassina está disposto a assumir?”, perguntou o vereador Renato Oliveira/PCdoB, na sessão do Legislativo desta quarta (29). Paulo Périco/MDB também questionou: “E se o prefeito ficar doente em Fortaleza? Porque é normal, aquela comida, meio apimentada. Quem é que vai administrar esta cidade? Meu presidente Cassina? Será o senhor que vai? O senhor sabia que o prefeito estava viajando?”, também perguntou. Para estas duas e outras perguntas da mesma modalidade, sorrindo, o presidente da Câmara de Vereadores, Flavio Cassina/PTB, apenas apontou com o dedo indicador, afirmando que “Não”.

 

A VOLTA DO RETROVISOR

 

Ao tentar defender o Executivo do festival de críticas da oposição, na sessão de ontem, o vereador Renato Nunes/PR acabou voltando a olhar pelo retrovisor para desmoralizar a oposição e o governo de Alceu Barbosa Velho/PDT. Ele foi irônico ao se referir aos integrantes da gestão anterior. “O prefeito de vocês foi o melhor para vocês. Os secretários, subprefeitos, presidentes de autarquias e diretores e aquele batalhão de CCs eram os melhores que tinham. Hoje temos apenas a metade desses CCs cumprindo horário”, atirou.

 

COM A PALAVRA, O MP

 

A vereadora Denise Pessôa/PT anunciou, na tribuna da Câmara, ontem (29), que enviará ao Ministério Público (MP) uma representação a respeito do interesse público de licenças de secretários e cargos em comissão do Executivo. O documento será baseado na resposta ao pedido de informações que a bancada do PT fez sobre a situação do funcionalismo públicos. Entre os questionamentos, os casos de afastamentos de servidores desde o início do atual governo. Ela considera que há falta transparência nas concessões.

Denise citou dois casos. Um deles é a licença da secretária de Educação, Marina Matiello, em 2017, para participar de um encontro nacional de história da educação, em João Pessoa/PB. A titular, segundo a resposta do requerimento, não recebeu diária, mas teve o salário pago integralmente. Outra situação é da secretária de Recursos Humanos e Logística, Vangelisa Lorandi, que tirou 15 dias de licença-curso. “Ela sequer saiu de Caxias do Sul, pois os cursos eram em EAD. Vangelisa comprovou os estudos com certificados de indústria, gestão de projetos e etiqueta empresarial. Os temas não parecem se relacionar muito com a função exercida pela chefe da pasta”, alertou a parlamentar, acrescentando que o substituto de Vangelisa recebeu o salário equivalente há 15 dias, ou seja, cerca de R$ 6,5 mil.

 

GOTA D’ÁGUA

 

Assim se referiu, na sessão desta quarta-feira (29), o vereador Adiló Didomenico/PTB sobre a Secretaria de Obras e Serviços Públicos de Caxias ter suspendido o atendimento personalizado aos líderes comunitários, que era realizado todas as terças-feiras, desde gestões anteriores. “Recebemos reclamações de presidentes de associações de moradores, que foram lá esta terça e bateram com a cara na porta. Este atendimento era importante para o gestor avaliar o desempenho da secretaria. Essa era a gota d’água que faltava”, avaliou.

 

CICLISMO

 

A Comissão Temporária Especial pela Defesa da Bicicleta como Meio de Transporte e Atividade Esportiva foi instalada no Legislativo de Caxias. A presidente será a proponente do grupo de trabalho, vereadora Tatiane Frizzo/SD. Também integram o colegiado, Alberto Meneguzzi/PSB, Denise Pessôa/PT, Felipe Gremelmaier/MDB e Velocino Uez/PDT.