Fernando Santos

APARTE

21 de maio de 2019 às 08:40

Não tá morto quem peleia

 

Para quem pensava que o PDT de Caxias viria de coadjuvante nas eleições do ano que vem, a afirmação do novo presidente do diretório municipal, Mauricio Flores, é uma resposta clara de que, se depender dele, a sigla vem com força total no pleito municipal. Ao garantir que o partido estará na cabeça de chapa de coligação ou concorrendo sozinho à principal cadeira do Executivo, ele dá um recado para ex e possíveis novos aliados. Até porque não quis falar nada a respeito de alinhavos de coligações. Pelo tom do discurso, quem quiser se aliar vai ter que apresentar nome para vice-prefeito. Ele não fala em nomes, mas pelo menos dois adversários o PDT já tem praticamente confirmados: Adiló Didomenico/PTB – que era coligado no governo anterior ao PDT do ex-prefeito Alceu Barbosa Velho - e do atual gestor, Daniel Guerra/PRB – que a atual bancada do PDT, no Legislativo, não levou como compadre, uma só sessão, desde janeiro de 2017.

 

SUPOSTA NEGLIGÊNCIA

 

É o que denunciou, ontem (20), o vereador Alberto Meneguzzi/PSB à Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Legislativo com relação ao atendimento da UPA Zona Norte. Conforme o documento, duas mortes registradas este mês, causadas por parada cardiorrespiratória, seriam consequências de suposta negligência no atendimento. No ofício, Meneguzzi relata que recebeu denúncias de que uma criança morreu na UPA, no dia 1º de maio, e uma mulher, no dia 15.

 

74 ANOS DO PTB

 

A data foi comemorada durante um jantar de mobilização e confraternização na sexta-feira (17), no Restaurante Sica. O Partido trabalhista Brasileiro foi fundado em 15 de maio de 1945 pelo ex-presidente da República, Getúlio Vargas. Dentre os 300 participantes estavam integrantes da Executiva local, vereadores, filiados e os deputados federal, Maurício Dziedricki, e o estadual, Elizandro Sabino. Conforme o presidente do diretório municipal do partido, Gilberto Meletti, a participação revela o crescimento do PTB em Caxias do Sul.

 

DÍVIDA PARCELADA

 

O anúncio ocorreu nesta segunda-feira (20) durante evento na Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul. O governador Eduardo Leite anunciou que a dívida com municípios e hospitais filantrópicos - segundo ele herdada de governos anteriores – no total de R$ 216 milhões, será parcelada em 16 pagamentos de R$ 13,5 milhões. A dívida se refere a valores empenhados e não pagos desde 2014. São R$ 162 milhões para as prefeituras e R$ 54 milhões para hospitais municipais e de pequeno porte. Os pagamentos começam em junho e vão até setembro de 2020.

 

DESTAQUES DA PLENÁRIA

 

Além da convocatória da presidente da FAS, Rosana Menegotto, a sessão da Câmara de Vereadores de Caxias desta terça-feira terá na pauta a votação do veto total ao projeto de lei da vereadora Denise Pessôa/PT, que institui e regulamenta o programa de cooperação entre o Executivo e órgãos universitários para o desenvolvimento de atividades de extensão voltadas para a formulação e avaliação de políticas públicas. Os parlamentares também apreciarão, em regime de urgência, uma moção de autoria coletiva em contrariedade ao possível reajuste de 100% nos salários do presidente e dos cinco diretores do Banrisul. Os vereadores votarão ainda o requerimento de autoria coletiva que pede informações ao Executivo sobre o Refis VII - Programa de Recuperação Fiscal/2019 para contribuintes em dívida ativa com o Município.